quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Mavambo



História de Mavambo

Esta história de Mavambo, que também conhecemos como Nzila, conta que ele era um ser muito independente em relação aos outros Minkisi pelo fato de ser o primogênito e ter aprendido tudo sobre o mundo com o pai dele, com o criador.
Com a chegada dos outros irmãos, dos outros Minkisi, e dos seres que habitariam o mundo, ele se sentia um pouco frustrado de ter que aprender novamente as lições já repassadas por Nzambi Umpungu. Autônomo e mandão, ele solicitou do criador a possibilidade de criar um continente onde ele pudesse reinar. Nzambi concedeu seu pedido e ele criou seu reino achando que isso resolveria os seus problemas. No entanto ele se sentiu só uma vez que nesse universo não habitava ninguém e ele começou a criar seres a partir de sua própria energia, do seu próprio sangue que deixava pingar no chão e dele brotavam criaturas.
Com o passar do tempo ele povoou a terra com uma infinidade de seres que, não tendo a possibilidade de se alimentar de outra forma, pois em seu reino ainda não havia plantas e minerais, recorriam à energia de Mavambo para continuar a se desenvolver, se alimentar. Isso foi o deixando cada vez mais fraco, pois ele como o criador desses seres, precisava continuar doando sua própria força para que eles crescessem.
Não tendo mais forças para doar, Mavambo recorreu ao pai para saber o que deveria fazer. Nzambi lhe disse que pelo fato de ele ter criado os seres a partir de sua própria força vital, de seu sangue, ele deveria fazer um trato com eles para que lhe ofertassem energia.
Ao retornar ao seu reino, Mavambo criou uma série de animais e plantas para que eles servissem aos seres como ofertório para repor a energia que gastou na criação. É por isso que no Candomblé nós utilizamos animais, plantas e comidas como alimento aos Minkisi e à nossa própria energia.
Sagaz como ele próprio, e antevendo que ao criar esses seres os homens passariam a utilizar dele para repor sua própria energia, esquecendo-se daquele que os criou, Mavambo ordenou que o primeiro Kudiá (comida) do dia deveria ser ofertado a ele. No entanto, como grande articulador que é ele não deixou que os seres soubessem que aquela energia contida no ofertório era pra repor a sua própria.
Fazendo uma correspondência com a história viva e praticada diariamente no Candomblé, é por esse motivo que sempre, em qualquer atividade ou oferenda que fazemos em nossos ritos, é ele quem recebe primeiro o alimento, a energia. Essa ação é necessária uma vez que, sendo ele o conhecedor de todos os caminhos e segredos do mundo, o grande mago, ele precisa de muita energia para resolver nossos problemas, achar soluções e articular com outros seres as condições necessárias para que nossas contendas se resolvam.
A história do ser humano enquanto Nkisi tem muita correspondência com a nossa história atual. O que eu entendo é que quando damos uma comida à Nzila, faz pra ele um ofertório seja de nível vegetal, animal, mineral ou mesmo de luz, é para alimentá-lo, e a nossa própria energia, para que ele aja em nosso favor. Nós damos à luz para que ele também possa nos trazer a luz.
No entanto, é preciso que saibamos recorrer a ele sabendo exatamente aquilo que estamos pedindo. Mavambo, pelo fato de ter sido muito independente e ter aprendido seus limites a partir de sua própria experiência, nos empresta sua energia, mas divide conosco a responsabilidade pelos nossos desejos e vontades. Ele quer que sejamos humildes quando recorremos a ele nos ensinando ter responsabilidade pelos nossos desejos e agüentando a responsabilidade sobre eles.


Mavambo (Exú)


Filiação: Lembarenganga e Kayaia (Oxalá Velho e Yemanjá)
Elemento principal: Fogo
Domínio: Encruzilhadas e porteiras
Cores: Preto e vermelho
Saudação: Larôie! (Salve)
Dia da Semana: Segunda-feira
Número: 1
Comida: Farofa de dendê, farofa de cachaça, farofa de mel, bifes mal passados, entre outros.
Vela: Vermelha e preta (Bicolor)

Sem dúvida o N’kisi (Orixá) mais comentado e tido como o mais controvertido dos cultos afro-brasileiros.

É chamado de mensageiro entre o astral e a terra, ele traduz para a linguagem dos homens a linguagem dos Mikisi (Orixás), os quais não existe contato direto, é o guardião entre o plano material e espiritual, diga-se de passagem é o único que tem carta-branca para transitar em todos os planos que existe nos mundos visíveis e invisíveis.

Mavambo (Exú) está presente em todos os elementos da natureza: terra, água, fogo e ar e em suas combinações.



Aluvaiá

Mavile, mavile, mavile mavambo
Mavile, mavile, mavile mavambo
E kompensu e, a rá rá
E kompensu á.
E mavile, e mavile, mavile maviletango
Mavile, mavile maviletango
E sissa, sissa é sissa lukaia
Sissa, sissa é sissa lukaia
Sissa eu ananguê
Angorô 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Salve a Rainha do Mar!

O que é Iemanjá?
Vamos aprender um pouco sobre nossa Mãe D'agua...

Sobre a história do nosso próprio Brasil...

Iemanjá Iemanjá é um orixá feminino (divindade africana) das religiões Candomblé e Umbanda. O seu nome tem origem nos termos do idioma Yorubá “Yèyé omo ejá”, que significam “Mãe cujos filhos são como peixes”.

Mãe-d'água dos Iorubatanos no Daomé, de orixá fluvial africano passou a marítimo no Norte do Brasil.

No Brasil, a deusa Iemanjá recebe diferentes nomes, dentre eles: Dandalunda, Inaé, Ísis, Janaína, Marabô, Maria, Mucunã, Princesa de Aiocá, Princesa do Mar, Rainha do Mar, Sereia do Mar, etc.


Crendices populares:
Iemanjá é a padroeira dos pescadores. É ela quem decide o destino de todos aqueles que entram no mar. Também é considerada como a “Afrodite brasileira”, a deusa do amor a quem recorrem os apaixonados em casos de desafetos amorosos.


Trono da Geração
Iemanjá é uma Orixá Feminina que rege a Geração da vida em todos os planos de vida e consciência, o amparo a vida em todas suas formas.

O principal elemento dessa orixá é a água salgada , água do mar , o mar ocupa a maior parte do nosso planeta e por essa junção de água e sal forma um potente campo energético espiritual e material que equilibra o planeta e sustenta uma imensidão dos portais multidimensionais que na Terra estão, essa energia é importante nos dois lados tanto no material quanto no espiritual, o mar por si só já mantém a vida , influencia largamente nos ciclos de chuva, está alinhado com as correntes de vento e é um dos polos magnéticos que guia os animais na migração, se você reparar cada elemento de cada Orixá está diretamente ligado ao equilíbrio do planeta Terra, desequilibre um só e todo o sistema natural eclodirá em catástrofes naturais.
Segundo alguns livros o mar em sua parte espiritual habita uma quantidade de seres vivos muito maior do que dezenas de bilhões de seres e não é diferente no lado material, a associação de Geração e vida a Iemanjá é correta pois sem o mar não haveria vida na Terra.
Iemanjá é a Orixá que resguarda toda forma de vida e da origem a ela, é a água que vivifica e o pai Omolu é a terra que amolda os viventes.


O culto a Iemanjá é um dos mais antigos da terra , até mesmo dos mais antigos registros africanos que cultuam os orixás a no mínimo 5 mil anos, podemos dizer isso devido ao fato do ser humano ter o habito de se dirigir ao mar para comemorações, festejar e glorificar, e isso é inconsciente e acontece em todo o planeta, é exatamente energético atração por energias acolhedoras e maternais de mãe Iemanjá.

As vibrações de Iemanjá são ondulantes assim como as ondas do mar, essas vibrações se infiltram no emocional do médium e do consulente diluindo travas emocionais e fermentando mais o amor e o carisma afim de reequilibrar a pessoa nesse sentido.
Iemanjá é vida, geração e também criatividade pois toda forma de vida precisa de adaptação e faz isso com a criatividade , inteligência sadia em pró da continuidade da vida, essa vibração interage nos seres de forma continua e se intensifica quando o ser retorna para o caminho de luz.

Iemanjá é a rainha do mar, pois o rege, o mar é um altar aberto a todos, o maior santuário natural do planeta e nele se diluem energias densas, trévicas,emocionais abalados e desesperados, e tudo isso se deve a energia salina que cura enfermidades do espírito ,queima larvas astrais, e acolhe espíritos desesperados não é a toa que o mar também é chamado de calunga grande, pois em sua parte espiritual há diversos portais que guiam esses espíritos diretamente ao seu plano natural espiritual.
As linhas de trabalhos espirituais onde atuam os guias na Umbanda que são regidos predominantemente por Iemanjá é a linha das Sereias e dos Marinheiros, atuam diretamente com a regência de Iemanjá primeiramente e depois com regências posteriores de outros orixás que vão graduando a coroa de trabalho da entidade espiritual, essas linhas das águas trabalham disseminando esse fator de proteção e geração da vida, com trabalhos de descarregos e da criatividade com trabalhos de abertura dos caminhos tudo isso junto com as vibrações ondulantes que vão arquitetando o terreno emocional do ser para dar impulsos aos demais trabalhos.
Iemanjá é vida e geração! Salve a Rainha do mar, senhora das ondas e da vida!

Data Comemorativa: 08 de Dezembro (Umbanda) 02 de Fevereiro (Candomblé)

Cor: Azul Claro, Prata e Cristalino.

Pontos de força: Mar.

Símbolos: Lua Minguante, Diamante, Ondas e Peixes.

Pedras: Pérola, Água Marinha, Turquesa, Quartzo Azul, Topázio Azul e pedras azuis em geral.

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