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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Pontos de Marinheiros II


O Cirandeiro, Cirandeiro ó.(bis)
A pedra do seu anel brilha mais que ouro em pó. (bis)


Seu marinheiro, sua morada é no mar
Seu marinheiro, sua morada é no mar
Eu vou, eu vou remando
Remando para o mar
Eu vou, eu vou remando
Remando para o mar
Seu marinheiro, que balanço é esse?
Seu marinheiro, que balanço é esse?
É meu barquinho que vai para o mar
Levando flores belas pra Mãe Iemanjá
É meu barquinho que vai para o mar
Levando flores belas pra Mãe Iemanjá


Ai se eu tivesse um amor, ai eu parava de beber. (bis)
Mas eu não tenho um amor e eu vou beber até morrer. (bis)


Marujo bebe na boca do garrafão,
samba a noite inteira com a garrafa na mão. (bis)
Marujo bebe na boca do garrafão,
pisa de pé em pé pra não cair no chão. (bis)

O marinheiro, marinheiro o que me traz nesta canoa. (bis)
Trago ouro, trago prata e muita cachaça boa. (bis)

No tempo em que eu era criança, vivia na areia a brincar. (bis)
Mas hoje eu sou marinheiro e navego nas ondas do mar. (bis)

A onda me trouxe o vento me leva,
quando a onda passar eu me sento na pedra. (bis)


Minha jangada vai partir pro mar,
Vou trabalhar, meu bem querer.
Se Deus quiser quando eu voltar do mar,
Um peixe bom, eu vou trazer.
Meus companheiros também vão voltar,
e a Deus do céu agradecer.


MARINHEIROS

SALVE O POVO DA ÁGUA!!!

Eles chegam do mar e desembarcam em terra, sua alegria é contagiante, abraçam a todos, brincando sempre, com aquele jeito meio “maroto”, embriagado. São os Marinheiros, grupo de Espíritos que trabalham na Umbanda em prol da caridade.

Eles conheceram muito bem o mar e a navegação, pois participaram da descoberta de novos mundos através das viagens que empreenderam que duraram anos e anos.

As Entidade de Marinheiro trabalham na Linha de Iemanjá e também de Oxum, que compõem o chamado “Povo da Água”. Seus conselhos e mensagens são sempre cheios de esperança e de fé. Costumam trabalhar em grupos. São fortes, pois enfrentarem guerras e mares agitados, mas também conheceram a calmaria e a bonança.

Dão consultas, passes e também fazem trabalhos fortes de descarrego que envolvam grandes demandas. Em algumas casas, também costumam trabalhar nas giras de desenvolvimento de Médiuns.

Quando dão consultas, essa Falange costuma ir direto ao ponto, sem rodeios, mas também sabem como falar aos consulentes sem criar um clima desagradável ou de medo. Assim, conseguem atingir fundo as almas dos aflitos que costumam procura-los em busca de auxilio e de esperança.

Carregam consigo um sentimento profundo de amizade. Nas consultas, gostam muito de ajudar àquelas pessoas que se apresentam com problemas amorosos. Seus conselhos são sempre fiéis e certeiros, têm uma grande responsabilidade e assumem o compromisso de um trabalho bem-feito.

                                           

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011


Quantas pessoas vivem em prisões criadas por elas mesmas.Tenho refletido sobre a importância da presença, do contato, da convivência echeguei à conclusão de que muitas vezes vivemos tão dominados pelas nossasnecessidades, pelo "nosso eu" e por tudo que o envolve que esquecemos, nãopercebemos ou muitas vezes não damos o real valor às pessoas que, de alguma forma,fazem parte dessa nossa existência aqui e agora.


São coisas, momentos, pessoas passando em nossas vidas, e por nossas vidas, e nós,tão limitados, nem percebemos a beleza, o perfume e a cor de tudo e de todos. Nossoolhar e nosso viver estão tão sistemáticos e tão automáticos que perdermos momentossignificantes e oportunidades únicas.


Perdemos a oportunidade de ver folhas voando no tempo, cachorros farejantes em buscade novos encontros, flores abrindo-se prontas para serem percebidas. Perdemossignificativas oportunidades de ver e sentir o movimento do vento, a presença doamigo protetor, o sorriso depois de um abraço e o olhar carinhoso depois de um gestoamoroso.


Fico pensando nas marcas do choro, no reflexo do sorriso, na esperança do 'até maistarde', no significado de um 'tchau', na representação da frase 'fica com Deus' ou'vai com Deus'. São frases, palavras, expressões, coisas tão comuns que em muitosmomentos perdem o valor e o significado se tornando hábitos inexpressíveis.


É triste, mas fico pensando quantas pessoas vivem em enormes, fortes e frias prisõescriadas por elas mesmas. Quantas pessoas deixam de viver, deixam de respirar, deixamde amar, deixam de olhar, de sentir e de buscar. Quantas pessoas estão com seuscampos de visão tão limitados e individualizados que não conseguem ver "Além", ver ooutro, ver o próximo e ver seu próprio íntimo.



Quantas pessoas percebem tarde demais a falta, e aí só resta gritar, gritar egritar por aquilo que já está longe e por aquilo que já não é mais possível, afinala prisão já se materializou.


É preciso parar, respirar, olhar, sentir e buscar amorosos encontros e encantadoresmomentos. E isso não está longe, está na riqueza da natureza, na diversidade dafeira, no ecumenismo dos torcedores em final de Copa do Mundo, nos olhares que sãodirecionados a nós, nas palavras cotidianas, nos gestos simples, nos toquessinceros, na presença fiel e amorosa de um espírito amigo que quer, simplesmente,nos ver felizes, seguros e plenos.


É isso! Tenho certeza que se parássemos agora para olharmos em nosso envoltateríamos grandes surpresas.


Vale a pena tentar. Vale a pena perceber o quanto estamos gritando.




Para inspirar a busca de cada um segue este vídeo bem curtinho, bem sutil mas muitoforte.


Atenciosamente, Bianca Rodrigues.

Sim, devemos trabalhar durante a Quaresma!!

A Umbanda e o Candomblé têm tudo a ver com o período colonial brasileiro, ou seja, com a época que, para a vergonha de todos nós, o poder branco europeu instituiu a escravidão dos negros para a salvação de suas almas. Dizia-se que escravizar era a forma de fazer com que os negros, e consequentemente suas crenças nos Orixás africanos, se tornassem bons cristãos para salvarem suas almas. Com esse pensamento hipócrita e depois de fracassarem nas tentativas escravizar os índios brasileiros, a Igreja Católica Apostólica Romana, atendendo às solicitações do Bispo espanhol Dom Bartolomeu de Las Casas, conseguiu do Papa a autorização para que se importassem da África os negros escravos, alegando que a igreja de Cristo não permitia que se fizesse escravo um homem livre, mas nada tinha a opor que se utilizasse (ou que se comprasse, como se fosse qualquer mercadoria) um homem que já era escravo. Desta forma, contrariando o verdadeiro ensinamento de Cristo, a igreja importou milhões de negros nos quatro séculos que durou a escravidão. Depois o Papa pediu perdão e ficou tudo por isso mesmo …

Ironias e hipocrisias à parte, as cortes europeias, com o apoio dos padres, durante mais de quatrocentos anos tentaram impor aos negros, mestiços e mesmo aos brancos desafortunados seus valores e sua religião mesmo que, invocando Nosso Senhor Jesus Cristo, mantivesse a riqueza da nobreza europeia à custa da dor, do sofrimento e do sangue destes infelizes africanos. Obrigados a se tornarem cristãos, os negros tinham que renegar suas crenças ao tomarem nomes cristãos e ao cumprirem todo o ritual cristão para não serem punidos pelos senhores brancos.

Quatrocentos anos de escravidão tornaram o Brasil um país de mestiços. Cinquenta por cento, ou mais, de sua população é de origem africana. Por isso é que, mesmo mantendo por todo esse tempo sua verdadeira crença nos Orixás, foi preciso esconder suas práticas religiosas nos rituais cristãos. Nosso Calendário Litúrgico é cristão, então, São Jorge passou a ser Ogum; Nossa Senhora virou Iemanjá, Oxum e assim por diante, sempre ocultando dos brancos suas verdadeiras crenças pois sabiam que, se um dia conseguissem se libertar, só seriam aceitos de volta em sua terra se mantivessem seu próprio idioma, suas crenças, seus hábitos e costumes. Como parte dessa cultura religiosa IMPOSTA ficou para nós o já elaborado Calendário Cristão e, como ponto alto desse mesmo calendário, está a prática medieval de se observarem os quarenta dias de resguardo da Quaresma que antecedem a Sexta-Feira Santa e a Páscoa.

A princípio a igreja se mantinha de luto por quarenta dias, começando na Quarta-Feira de Cinzas. Os altares e as capelas menores eram cobertos com panos roxos (Nana?). Toda atividade artística alegre cessava e os Terreiros que funcionavam escondidos, temendo represálias por serem descobertos, cessavam suas atividades. Considerando que as atividades com os chamados Guias de Luz e com os Orixás estão paradas valem-se disso os que trabalham nas sombras, os espíritos dos malignos que aproveitam-se de estarem desprevenidos os homens bons para promoverem o mau.

A tradição de se fechar os Templos de Umbanda quando não havia liberdade de crença, não tem razão de ser no mundo atual. Muito ao contrário, é nessa época que NÃO DEVEMOS PARAR, é nessa época em que a quimbanda maligna trabalha à vontade, que o Templo deve estar preparado para, com o auxílio das Entidades de Luz, denunciar qualquer trabalho negativo que tenha sido feito para atrapalhar seus Filhos de Fé ou frequentadores. Atualmente, interromper os trabalhos do Templo na Quaresma é descabido, é ingenuidade, é desconhecer que os inimigos trabalham nas trevas e que, se não temos o Preto- Velho, o Caboclo ou qualquer entidade que possa nos avisar do mau feito, estaremos desprotegidos, descobertos, ou seja, nas mãos dos inimigos. É preciso URGENTEMENTE esclarecer que a Quaresma não é Afro, é hebraico-europeia, e que já não é preciso se esconder de ninguém, pois nossa Constituição nos assegura o direito à liberdade de crença e os padres já não podem mais nos queimar nas fogueiras da inquisição.

Por isso, vamos abrir nossos Templos de Umbanda na Quaresma e cuidar com amor dos nossos Filhos de Fé.

Atenciosamente, Bianca Rodrigues.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

BANHOS E DEFUMAÇÕES


São banhos e defumações com ervas específicas e que ajudam no equilíbrio das energias, mas que, como qualquer ‘ato’ dentro de nossa Umbanda devem ser usados dentro da conduta espiritual particular de cada um. Por exemplo: se no seu terreiro a orientação é não jogar erva na coroa, essa orientação deve ser seguida ou se no seu terreiro as defumações e banhos já são estipulados, então são esses banhos e defumações que devem ser feitos.


Obviamente que TODOS podem usufruir desse maravilhoso elemento natural que são as ervas.


Obviamente que TODOS podem tomar banhos de ervas e defumar suas casas. Obviamente que


Banhos de Ervas e Defumações ao expelir as energias e as forças negativas somente nos beneficiarão, no entanto, precisamos estar atentos e seguros de nossos atos.
Saibam que um Banho de Ervas pode ter efeitos diferentes de uma pessoa para a outra, portanto é importante uma reflexão sobre as reais necessidades, sobre si mesmo e sobre sua experiência e conduta espiritual.

Na dúvida, não defume, não tome banho de ervas sem perguntar ou confirmar com um Guia Espiritual ou com sua Mãe/Pai Espiritual afinal, eles conhecem as reais necessidades e as energias propícias de seus ‘filhos’.
Outra opção é Estudar.

ESTUDAR elucida, apazigua, fortalece e esclarece.
O CONHECIMENTO melhora, facilita, propicia, afirma.
Portanto, não tem contra indicação.

Banhos para homens portadores de vícios como álcool, jogo: alho macho, um pedaço de fumo em rama, salsão (aipo), arrudamacho, espada de São Jorge e hortelã. Se for mulher portadora dos mesmos vícios: arruda fêmea, espada de Santa Bárbara, hortelã, guiné, pétalas de rosas brancas ou vermelhas, manjericão e salsa de horta. Passados três dias depois deste banho, aplica-se um banho de proteção com a finalidade de chamar para perto do filho seu Orixá ou Anjo da Guarda: arruda (macho ou fêmea), quebra tudo, espada de são Jorge, alevante, guiné, comigo ninguém pode (neste banho você pode acrescentar mel e perfume a gosto).

Banho para crianças agitadas: arruda macho e fêmea (pouco), folhas de laranjeira, um pouco de mel, hortelã (neste banho você poderá acrescentar mel e perfume a gosto).

Banho para crianças nervosas: arruda macho e fêmea (pouco), manjericão, guiné, alecrim, rosa branca, mel (poderá acrescentar mel e perfume a gosto).
Banho para aproximar Anjo da Guarda: folha de laranjeira, folha de lima, mel, perfume de alfazema.

Banho para abrir caminhos: louro, cedro, sândalo, sálvia em pó, cominho em pó, aroeira, folha de batata inglesa.

Banho para dinheiro: essência de cravo, essência de canela, açúcar mascavo, folha de cedro, folha de salsinha, folha de louro, folha de limão galego, folha de pitangueira (pode acrescentar mel e perfume a gosto).

Banho para o amor: casca de maçã, casca de bergamota seca e ralada, pétalas de rosas, perfume de alfazema (pode acrescentar mel e perfume a gosto).

Banho de descarrego: espada de São Jorge, espada de Santa Bárbara, lança de Ogun, arruda macho e fêmea.

Banho calmante: folha de melissa, erva doce, camomila, erva cidreira (pode acrescentar mel e perfume a gosto).

Banho para fortalecimento do espírito: folha de comigo ninguém pode, hortelã, pitangueira, eucalipto (pode acrescentar mel e perfume a gosto).

Banho contra inveja: arruda fêmea e macho, alecrim, alevante, comigo ninguém pode.

Banho com essência de alfazema: Esse banho tem suas características muito pessoais, pois sabe-se do seu efeito para melhorar o astral, o mental e o espiritual das pessoas. Para o sexo masculino a alfazema é bastante indicada para melhorar os relacionamentos afetivos, para o sexo feminino ainda é melhor porque atrai as pessoas do sexo masculino, criando entre ambas grande afeição. A alfazema também é recomendada para crianças menores de 7 anos.

Banho de anil: Este banho pode ser considerado pelos antigos como banho de Iemanjá, ou seja,


Banho de Mar. Poderá ser feito somente com anil ou se preferir, acrescentar mel ou perfume a gosto, é muito eficaz para clarear todo tipo de problema. Anil em pedra: mergulhar o anil até a água ficar azul clara. Anil líquido: pingar anil até a água ficar azul clara.

Banho para vencer casos na justiça: folha de bananeira, quebra tudo, folha de coqueiro, alecrim (pode acrescentar mel e perfume a gosto).

Banho para tirar fluídos negativos: guiné caboclo, guiné pipiu e guiné de guampa, arruda macho e fêmea, alevante, pitangueira.
Banho para atrair coisas boas: pétalas de rosas brancas, jasmim, erva cidreira, cidró, manjericão, malva cheirosa, aniz, alevante (pode acrescentar mel e perfume a gosto).

Banho de descarga após visitar a Calunga: uma pitada de sal grosso, folha de marmelo, pitangueira, aroeira, cambuí.

Banho de Ogum: pata de vaca, espada de São Jorge, lança de São Jorge, guiné, folha da fortuna, cevada virgem, escadinha do céu (pode acrescentar mel e perfume a gosto).

Banho de Iansã: folha de limeira, guiné caboclo, alevante, quebra tudo, espada de Santa Bárbara, folha de batata doce (pode acrescentar mel e perfume a gosto).

Banho de Xangô: quebra pedra, guiné, trevo, agrião, folha de bananeira, folha de romã (pode acrescentar mel e perfume a gosto).

Defumação para vencer demanda: espada de São Jorge, quebra-tudo, alevante, guiné-caboclo, arruda (macho e fêmea), hortelã, cravo.

Defumação para problemas com justiça: quebra-tudo, quebra-pedra, alevante, guiné-caboclo, arruda, folha de bananeira.

Defumação para o amor: manjericão, manjerona, alecrim, malva-cheirosa, aniz, pétalas de rosas.

Defumação para atrair coisas boas: manjericão, semente girassol, laranjeira, fortuna, folha de coqueiro, folha de cidró.

Defumação para atrair felicidade: louro em pó, cravo da índia, canela em pó, erva doce, fumo de rolo desfiado, manjerona.

Defumação para arrumar emprego: noz moscada, pão adormecido ralado, farinha de milho, dinheiro em penca, folha da fortuna, canela, cravo da Índia, café em pó virgem.

Defumação de Ogum: cevada em pó, pata de vaca, espada de São Jorge, aroeira, quebra tudo, alfafa, casca de laranja ralada.

Defumação de Iansã: espada de Santa Bárbara, folha de abóbora, alfazema, folha de batata doce, pitangueira, jasmim, manjericão.

Defumação Xangô: agrião, quebra pedra, caruru, folha de bananeira, manjerona, trevo.

Defumação de Exu para limpeza e descarrego: amoreira, folhas ou bagaço de cana, casca de cebola, hortelã pimenta, mirra, folha de marmelo, comigo ninguém pode.

Espero que todos aproveitem bem essas dicas, que tomem muuuuitos banhos de ervas, que defumem constantemente suas casas e que continuem acompanhando o blog.

E se todos gostarem, quiserem e participarem conosco dessa “limpeza energética coletiva” na próxima semana postarei outras maravilhosas dicas de banhos e defumações, ok?

Beijos carinhosos a todos e muito AXÉÉÉ!

Atenciosamente, Bianca Rodrigues.

EU SOU UMBANDISTA!


Eu sou Umbandista...

Mas o que é isso? O que é ser Umbandista?

É não ter vergonha de dizer: "Eu sou Umbandista".

É não ter vergonha de ser identificado como Umbandista.

É se dar, acima de tudo a um trabalho espiritual.

É saber que um terreiro,um centro, uma casa de Umbanda é um local espiritual e não a Religião de Umbanda em seu todo,mas todos os terreiros,centros e casas de Umbanda,representam a Religião de Umbanda.

É saber respeitar para ser respeitado,é saber amar para ser amado,é saber ouvir para ser escutado,é saber dar um pouco de si para receber um pouco de Deus dentro de si.

É saber que a Umbanda não faz milagres,quem os faz é Deus e quem os recebe os mereceu.

É saber que uma casa de Umbanda não vende nem dá salvação,mas oferece ajuda aos que querem encontrar um caminho.

É ter respeito por sua casa, por seu sacerdote e pela Religião de Umbanda como um todo: irmandade.

É saber conversar com seu sacerdote e retirar suas dúvidas.

É saber que nem sempre estamos preparados.

Que são necessários sacrifícios,tempo e dedicação para o sacerdócio.

É entrar em um terreiro sem ter hora para sair ou sair do terreiro após o último consulente ser atendido.

É mesmo sem fumar e beber dar liberdade aos meus guias para que eles utilizem esses materiais para ajudar ao próximo,confiando que me deixem sempre bem após as sessões.

É me dar ao meu Orixá para que ele me possua com sua força e me deixe um pouco dessa força para que eu possa viver meu dia-a-dia numa luta constante em benefício dos que precisam de auxílio espiritual.

É sofrer por não negar o que sou e ser o que sou com dignidade,com amor e dedicação.

É ser chamado de atrasado,de sujo,de ignorante,conservador,alienígena,louco. E ainda assim, amar minha religião e defendê-la com todo carinho e amor que ela merece.

É ser ofendido físico, espiritual e moralmente, mas mesmo assim continuar amando minha Umbanda.

É ser chamado de adorador do Diabo, de Satanás, de servo dos Encostos e mesmo assim levantar a cabeça, sorrir e seguir em frente com dignidade.

É ser Umbandista e pedindo sempre a Zamby para que eu nunca esteja Umbandista.

É acreditar mesmo nos piores momentos,com a pior das doenças,estando um caco espiritual e material, que os Orixás e os guias, mesmo que não possam nos tirar dessas situações, estarão ali, ao nosso lado,momento a momento nos dando força e coragem;ser Umbandista é acima de tudo acreditar nos Orixás e nos guias,pois eles representam a essência e a pureza de Deus.

É dizer sim,onde os outros dizem não!

É saber respeitar o que o outro faz como Umbanda, mesmo que seja diferente da nossa, mas sabendo que existe um propósito no que ambos estão fazendo.É vestir o branco sem vaidade.

É alguém que você nunca viu te agradecer porque um dos seus guias a ajudou e não ter orgulho.

É colocar suas guias e sentir o peso de uma responsabilidade onde muitos possam ver ostentação.
Texto cedido por: Bianca Rodriguez

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