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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Salve a Rainha do Mar!

O que é Iemanjá?
Vamos aprender um pouco sobre nossa Mãe D'agua...

Sobre a história do nosso próprio Brasil...

Iemanjá Iemanjá é um orixá feminino (divindade africana) das religiões Candomblé e Umbanda. O seu nome tem origem nos termos do idioma Yorubá “Yèyé omo ejá”, que significam “Mãe cujos filhos são como peixes”.

Mãe-d'água dos Iorubatanos no Daomé, de orixá fluvial africano passou a marítimo no Norte do Brasil.

No Brasil, a deusa Iemanjá recebe diferentes nomes, dentre eles: Dandalunda, Inaé, Ísis, Janaína, Marabô, Maria, Mucunã, Princesa de Aiocá, Princesa do Mar, Rainha do Mar, Sereia do Mar, etc.


Crendices populares:
Iemanjá é a padroeira dos pescadores. É ela quem decide o destino de todos aqueles que entram no mar. Também é considerada como a “Afrodite brasileira”, a deusa do amor a quem recorrem os apaixonados em casos de desafetos amorosos.


Trono da Geração
Iemanjá é uma Orixá Feminina que rege a Geração da vida em todos os planos de vida e consciência, o amparo a vida em todas suas formas.

O principal elemento dessa orixá é a água salgada , água do mar , o mar ocupa a maior parte do nosso planeta e por essa junção de água e sal forma um potente campo energético espiritual e material que equilibra o planeta e sustenta uma imensidão dos portais multidimensionais que na Terra estão, essa energia é importante nos dois lados tanto no material quanto no espiritual, o mar por si só já mantém a vida , influencia largamente nos ciclos de chuva, está alinhado com as correntes de vento e é um dos polos magnéticos que guia os animais na migração, se você reparar cada elemento de cada Orixá está diretamente ligado ao equilíbrio do planeta Terra, desequilibre um só e todo o sistema natural eclodirá em catástrofes naturais.
Segundo alguns livros o mar em sua parte espiritual habita uma quantidade de seres vivos muito maior do que dezenas de bilhões de seres e não é diferente no lado material, a associação de Geração e vida a Iemanjá é correta pois sem o mar não haveria vida na Terra.
Iemanjá é a Orixá que resguarda toda forma de vida e da origem a ela, é a água que vivifica e o pai Omolu é a terra que amolda os viventes.


O culto a Iemanjá é um dos mais antigos da terra , até mesmo dos mais antigos registros africanos que cultuam os orixás a no mínimo 5 mil anos, podemos dizer isso devido ao fato do ser humano ter o habito de se dirigir ao mar para comemorações, festejar e glorificar, e isso é inconsciente e acontece em todo o planeta, é exatamente energético atração por energias acolhedoras e maternais de mãe Iemanjá.

As vibrações de Iemanjá são ondulantes assim como as ondas do mar, essas vibrações se infiltram no emocional do médium e do consulente diluindo travas emocionais e fermentando mais o amor e o carisma afim de reequilibrar a pessoa nesse sentido.
Iemanjá é vida, geração e também criatividade pois toda forma de vida precisa de adaptação e faz isso com a criatividade , inteligência sadia em pró da continuidade da vida, essa vibração interage nos seres de forma continua e se intensifica quando o ser retorna para o caminho de luz.

Iemanjá é a rainha do mar, pois o rege, o mar é um altar aberto a todos, o maior santuário natural do planeta e nele se diluem energias densas, trévicas,emocionais abalados e desesperados, e tudo isso se deve a energia salina que cura enfermidades do espírito ,queima larvas astrais, e acolhe espíritos desesperados não é a toa que o mar também é chamado de calunga grande, pois em sua parte espiritual há diversos portais que guiam esses espíritos diretamente ao seu plano natural espiritual.
As linhas de trabalhos espirituais onde atuam os guias na Umbanda que são regidos predominantemente por Iemanjá é a linha das Sereias e dos Marinheiros, atuam diretamente com a regência de Iemanjá primeiramente e depois com regências posteriores de outros orixás que vão graduando a coroa de trabalho da entidade espiritual, essas linhas das águas trabalham disseminando esse fator de proteção e geração da vida, com trabalhos de descarregos e da criatividade com trabalhos de abertura dos caminhos tudo isso junto com as vibrações ondulantes que vão arquitetando o terreno emocional do ser para dar impulsos aos demais trabalhos.
Iemanjá é vida e geração! Salve a Rainha do mar, senhora das ondas e da vida!

Data Comemorativa: 08 de Dezembro (Umbanda) 02 de Fevereiro (Candomblé)

Cor: Azul Claro, Prata e Cristalino.

Pontos de força: Mar.

Símbolos: Lua Minguante, Diamante, Ondas e Peixes.

Pedras: Pérola, Água Marinha, Turquesa, Quartzo Azul, Topázio Azul e pedras azuis em geral.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Quando acaba um terreiro de umbanda?




Um terreiro de Umbanda acaba quando a vaidade é maior que a caridade;

Um terreiro de Umbanda acaba quando a fofoca e a intriga são maiores que o estudo e a disciplina;

Um terreiro de Umbanda acaba quando a maledicência fala mais alto que a beneficência;

Um terreiro de Umbanda acaba quando a atração sexual fala mais alto que a união fraternal;

Um terreiro de Umbanda acaba quando a higiene física, astral e mental não são rigorosamente observadas;

Um terreiro de Umbanda acaba quando falsos médiuns são admitidos pelo dirigente na corrente apenas com o intuito de aumentar a arrecadação financeira da casa;

Um terreiro de Umbanda acaba quando as “festas” e “homenagens” são mais importantes e concorridas que as “giras de atendimento” e “reuniões de estudo”;

Um terreiro de Umbanda acaba quando as “guias” (colares) são mais importantes que os “Guias” (mentores);

Um terreiro de Umbanda acaba quando os “pontos” são cantados sem emoção e quando os “pontos” são riscados sem noção;

Um terreiro de Umbanda acaba não porque os Guias se afastam dos médiuns, mas porque os médiuns é que se afastam dos Guias;

Um terreiro de Umbanda acaba quando se cobra o que NÃO DEVE SER COBRADO;

Um terreiro de Umbanda acaba quando NÃO SE COBRA o que deve ser cobrado;

Um terreiro de Umbanda quando a “mágica” substitui a verdadeira Magia;

Um terreiro de Umbanda acaba quando o “visível” é mais importante que o invisível;

Um terreiro de Umbanda acaba quando falta a ética, o bom-senso e o respeito; Um terreiro de Umbanda acaba quando acaba a Fé, o Amor e a Verdade.

Mensagem de Sr. Exu Marabô Recebida pelo médium Vanderlei Alves

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Mãe Oro Iná (Egunitá) – Orixá Cósmico da Justiça



- Nossa amada Mãe Oro Iná (Egunitá) é o trono feminino e cósmico da Justiça Divina junto com nosso amado Pai Xangô. O fator racionalizador de Pai Xangô tem a função de desenvolver no íntimo dos seres a razão ou senso que diferencia o que é certo e o que é errado e o fator energizador de mãe Oro Iná (Egunitá) tem a função de alimentar energeticamente todas as faculdades mentais em equilíbrio.
- Mãe Oro Iná é a divindade do Fogo, fogo que consome, abrasa, queima e purifica os excessos emocionais dos seres desequilibrados, desvirtuados e viciados, é a Orixá que aplica a Justiça na vida dos seres. Não era cultuada na mitologia Yorubá, era colocada como uma qualidade de Iansã, Iansã do fogo e não como Orixá Maior, essa colocação não está errada, pois existe essa qualidade do Orixá Iansã, mas o que devemos esclarecer é que o ar é o primeiro elemento de mãe Iansã e mãe Oro Iná tem como primeiro elemento o Fogo. Mãe Oro Iná é o fogo que atua na irradiação do ar, mas ela não é ar e sim fogo puro.
- Conforme explicado no texto de Pai Xangô abordarei novamente o tema para que não ocorram mais dúvidas:
Como Tronos da Justiça Divina temos: Pai Xangô é o Orixá Universal e Mãe Oro Iná é o Orixá Cósmico e formam um par puro pelo elemento fogo.
Já na linha Elemental da justiça, ígnea por excelência, Xangô e Oro Iná são polos magnéticos opostos, fogo x fogo não se polariza, então eles se polarizam com a linha da Lei, eólica por excelência.
Quando falamos de linha Elemental Pai Xangô (ígneo) polariza com Mãe Iansã (eólica) e Mãe Oro Iná (ígnea) polariza com Pai Ogum (eólico), pois a justiça não vive sem lei e a lei não vive sem justiça, criando a linha mista da Umbanda. Lei e Justiça são inseparáveis, mãe Oro Iná aplica a justiça nos campos da Lei, com isso entendido, não há mais porque confusões, certo?
- Cito aqui o nome Egunitá porque nas literaturas do Pai Rubens Saraceni aparece esse nome como a mãe Orixá Cósmico da Justiça Divina, esse nome foi emprestado, pois o nome dessa amada mãe era impronunciável e quando Pai Rubens recebeu um nome identificador para nossa mãe que fosse pronunciável para nós, substitui pelo nome Oro Iná, mas ainda encontramos o nome anterior em alguns livros.
- Mãe Oro Iná é o fogo que consome e purifica os vícios emocionais dos seres e seus desequilíbrios mentais que os tornam insensíveis a dor alheia, portanto as divindades possuem suas funções na criação divina e como Orixá Cósmico essa amada mãe, para manter o equilíbrio na criação divina, atua em nossas vidas sem que precisamos pedir, e é implacável nas suas atuações, mas devemos entender que toda ação das divindades em nossas vidas, será para nos beneficiar, até mesmo quando nos paralisam, pois estão evitando que continuemos a nos prejudicar e a nossos semelhantes e assim evitam que continuemos num caminho errado que poderá ser sem retorno porque ao invés de evoluirmos estaremos regredindo, então é melhor sermos paralisados e esgotados dos nossos negativismos e termos uma nova oportunidade evolutiva.
- Sempre que agirmos de maneira errada e fora da Lei Maior, a Justiça Divina nos punirá e no polo punidor da Justiça está nossa amada Mãe Oro Iná com seu fogo da purificação das injustiças, quando damos mal uso aos conhecimentos mágicos que adquirimos na Umbanda, estamos afrontando a lei e não tenham dúvidas que mãe Oro Iná entrará na nossa vida pelo polo negativo do nosso triangulo de forças, onde temos no alto nosso Orixá ancestral, na direita nosso Orixá de frente e na esquerda nosso Orixá adjunto, nos incandescendo para consumir nosso negativismo, ou entrará em ação pelo polo positivo do nosso triangulo de forças e consumira nosso calor, nos tornando apáticos e frios perante as práticas imagísticas de umbanda.
- O fogo consumidor de vícios, negativismos, desequilíbrios de nossa amada Mãe Oro Iná é muito temido pelos seres que estão nas faixas vibratórias negativas, pois o fogo que purifica se alimenta das energias negativas que são geradas por esses seres.
- Com tudo isso explicado, não devemos temer essa amada mãe, mas devemos pedir o seu auxilio divino para que nos purifique dos nossos vícios e desequilíbrios, nos ampare e nos proteja para que andemos, sempre, nos caminhos retos da Lei Maior e da Justiça Divina, pois se andarmos nos caminhos retos não precisaremos temer nada, pois o ditado da Justiça Divina é claro: Quem deve paga e quem merece recebe, depois não adianta reclamar, certo?
- E como sempre digo: a Justiça Divina não tarda e nem falha, ela chega no momento e na hora certa, e é infalível e implacável.
Pedra: Ágata de Fogo
Vela: Laranja ou vermelha
Oferendas: em Pedreiras e caminhos
Ervas: arruda, alecrim, gérbera.
Flores: Flores vermelhas e laranja e Palmas vermelhas.
Frutas: Laranja, abacaxi, uva, caqui, tamarindo e todas as frutas ácidas.
Saudação: Kali Yê minha mãe
Fontes: Código de Umbanda; Anotações de Aula, Inspiração e estudo.
O Conhecimento Liberta! Estudem!
Oração a Mãe Oro Iná:
“Amada Mãe Oro Iná irradie sobre cada um de nós vossas irradiações vivas e divinas da justiça, nos cubra com seu manto de luz, purifique nossas emoções negativas, que são nossos vícios e que nos impedem de seguirmos no caminho evolutivo, estimule e desperte em nós as nossas virtudes, o equilíbrio em todos os campos e sentidos de nossas vidas para que possamos atuar sempre de maneira justa e reta dando bom uso a tudo que aprendermos nos tornando templos vivos de nosso amado Pai Maior e assim sermos merecedores do seu amparo e proteção. Envolva-nos amada Mãe, em sua proteção cósmica, nos dando firmeza de caráter e com seu fogo consumidor e purificador nos proteja dos espíritos desequilibrados sejam eles encarnados e desencarnados, nos fortaleça e nos energize, com seu fogo vivo e divino, nos colocando sempre nos caminhos retos da lei maior e da justiça divina que irão nos conduzir na nossa caminhada evolutiva rumo ao nosso divino Criador. Amém!!”
Kali yê amada mãe Oro Iná
Fontes: Código de Umbanda; Anotações de Aula, Inspiração e estudo.
Como diz o ponto de Umbanda:
"Dona do fogo, descarrega o meu congá! Purifica esse terreiro pro seus filhos trabalhar!
Vem de Aruanda mãe guerreira Egunita, ilumina nossa banda, vem na Umbanda trabalhar!"
O Conhecimento Liberta! Estudem!
Muito Axé
Namastê
bjks
Carla Real
Sacerdotisa de Umbanda/ Terapeuta Naturopata

segunda-feira, 9 de março de 2015

Faleceu Rubens Saraceni, desencarnou em Paz




Hoje infelizmente desencarnou nosso grande Umbandista Rubens Saraceni, o que falar sobre este homem que em seus livros e em suas palestras, ou mesmo quando falava com amigos exaltou a bondade, a humildade e nossa querida Umbanda, a terra hoje ficou um pouco mais triste mas felizmente Oxalá esta alegre, podendo tendo nosso Mestre ao seu lado.

A vida de uma pessoa como Rubens, foi dedicada a nossa Umbanda e a todos que nela procuram o conhecimento, e nosso Mestre Rubens soube de uma forma exemplar doutrinar seus seguidores com a melhor expressão da fé, em uma espiritualidade que hoje esta muito distante da nossa humanidade, antes Mestre Rubens era um ser incumbido de semear e hoje com certeza faz parte do sol que ira iluminar e proteger sua plantação, seu legado de tudo que pode deixar será para todos nós nossos mais sagrados livros, poderemos viajar entre as páginas destes livros como o autor viajou quando escreveu, disse em algumas das linha de sua vida que Umbanda é amor, que a força do Umbandista esta na humildade, que a paz esta somente dentro daquele que acredita, então queridos irmão, saúdo aqui meu Velho Mestre e Amigo Rubens Saraceni, com um pequeno broto de rosa, que ele caminhe ao seu lado em todo seu percurso a partir de hoje.


La na linha do horizonte vai buscar a sua luz
Disse um velho Messias, quem partiu não morreu
Quem parte deixa saudades a todos filhos seus.

" Eu não desenvolvi dentro de mim esse preconceito de que a minha é melhor, a do fulano é pior; para mim, todas são boas. Então, eu digo às pessoas, que queiram se iniciar ou estão se iniciando, que façam sua caminhada sem temor. Confie que tudo está sendo conduzido pelo Superior. Mas procure se instruir; procure aprender e não colocar bloqueios dentro de si mesmo, contra isso ou aquilo, mas sim ir até cada coisa e aprender sobre ela, e delas extrair o seu juízo, a sua experiência, porque isso é que vai contar".

" Os Mestres da Luz são espíritos mentores da umbanda; são regentes de grandes linhas espirituais, ainda que eles não se apresentem formalmente. Mas regem as gigantescas correntes de espíritos e, através dessas psicografias, eles têm procurado passar noções sobre o mundo espiritual.
Principalmente, eles procuram transmitir às pessoas que a vida não se encerra aqui no plano material, por isso é necessário que a pessoa vigie os seus atos, seus sentimentos, e trabalhe para que, quando vier a passagem para o outro lado, a pessoa esteja bem preparada para vivenciar a sua realidade maior, que é a realidade do espírito. Então, eles têm uma finalidade. Os livros às vezes mostram determinados eventos, determinadas vivências, que muitos classificam como sendo um pouco chocantes, porque mexem na ferida mesmo, sem muito rodeio; mas tudo isso visa despertar nas pessoas uma conscientização".

Rubens Saraceni


Fica com Deus


Méritos ao Pai Emidio de Ogum pelo texto acima, eu estou sem cabeça e sem forças para escrever hoje a vocês

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O Mistério do Orixá Ancestral, de Frente e Adjuntó



Uma dúvida, e a que mais incomoda os umbandistas é sobre seu Orixá. Nós sabemos que Orixá Ancestral não é o mesmo que Orixá de Frente ou Adjuntó. O Orixá Ancestral está ligado à nossa ancestralidade e é aquele que nos recepcionou assim que, gerados por Deus, fomos atraídos pelo Seu magnetismo divino.
Todos somos gerados por Deus e somos fatorados por uma de suas divindades, que nos magnetiza em sua onda fatoradora e nos distingue com sua qualidade divina.
Uns são distinguidos com a qualidade congregadora e são fatorados pelo Trono da Fé. E, se forem machos, é o Orixá Oxalá que assume a condição de seu Orixá Ancestral. Mas, se for fêmea, aí é a Orixá Oyá Tempo que assume sua ancestralidade.
Uns são distinguidos com a qualidade agregadora e são fatorados pelo Trono do Amor. E, se forem machos é o orixá Oxumaré que assume a condição de seu orixá ancestral. Mas, se forem fêmeas, aí é a orixá Oxum que assume suas ancestralidades.
Uns são distinguidos com a qualidade expansora e são fatorados pelo Trono do Conhecimento. E, se forem machos é o Orixá Oxóssi que assume a condição de seu Orixá Ancestral. Mas, se forem fêmeas, aí é a Orixá Obá que assume suas ancestralidades.
Uns são distinguidos com a qualidade equilibradora e são fatorados pelo Trono da Razão. E, se forem machos é o Orixá Xangô que assume as suas ancestralidades. Mas, se forem fêmeas, aí é a Orixá Egunitá-Oroiná que assume suas ancestralidades.
Uns são distinguidos com a qualidade ordenadora e são fatorados pelo Trono da Lei. E, se forem machos é o Orixá Ogum que assume suas ancestralidades. Mas, se forem fêmeas, aí é a Orixá Iansã que assume suas ancestralidades.
Uns são distinguidos com a qualidade evolutiva (transmutadora) e são fatorados pelo Trono da Evolução. E, se forem machos é o Orixá Obaluayê que assume suas ancestralidades. Mas, se forem fêmeas, aí é a Orixá Nanã que assume suas ancestralidades.
Uns são distinguidos com a qualidade geradora e são fatorados pelo Trono da Geração. E, se forem machos é o orixá Omulu que assume suas ancestralidades. Mas, se forem fêmeas, aí é a orixá Iemanjá que assume suas ancestralidades.
Observem que não estamos nos referindo ao espírito que “encarnou” no plano material e sim ao ser que acabou de ser gerado por Deus e foi atraído pelo magnetismo de uma de suas divindades, que, por serem unigênitas (únicas geradas) transmitem naturalmente a qualidade que são em si mesmas aos seus “herdeiros”, aos quais imantam com seus magnetismos divinos e dão aos seres uma ancestralidade imutável, pois é divina e jamais deixará de guiá-los, porque a natureza íntima de cada um será formada na qualidade que o distinguiu, fatorando-o.
Alguém pode reencarnar mil vezes e sob as mais diversas irradiações que nunca mudará sua natureza íntima. Agora, a cada encarnação, ele será regido por um Orixá de Frente (que o guiará enquanto viver na carne) e será equilibrado por outro Orixá que será o auxiliar (o Adjuntó) desse Orixá de Frente ou “da cabeça”. Usamos o termo “Orixá da Cabeça” porque ele regerá a encarnação do ser e o influenciará o tempo todo pois está de “Frente” para ele.
Sim, o Orixá da Cabeça está à nossa frente nos atraindo mentalmente para seu campo de ação e para o seu mistério, ao qual absorveremos e desenvolveremos algumas faculdades regidas por Ele. Já o Orixá Adjuntó é um equilibrador do ser e atuará através do seu emocional, hora estimulando-o e hora apassivando-o, pois só assim o ser não se descaracterizará e se tornará irreconhecível dentro do seu grupo familiar ou tronco hereditário, regido pelo seu Orixá Ancestral.
A dúvida dos “médiuns” e dos umbandistas se explica pela precariedade dos métodos divinatórios usados para identificar o Orixá da Cabeça e seu Adjuntó. Daí, vemos pessoas reclamarem que a cada Babalorixá ou Ialorixá que consultaram deu um Orixá diferente a cada consulta, criando uma confusão e levando ao descrédito geral. Esta queixa é muito comum e não são poucos os médiuns que estão confusos porque uma consulta diz que é filho desse Orixá e outra consulta diz que é filho de outro Orixá.
Nós dizemos isto: na ancestralidade, todo ser macho é filho de um Orixá masculino e todo ser fêmea é filha de um Orixá feminino.
Na ancestralidade, Orixá masculino só fatora seres machos e os magnetiza com sua qualidade, fatorando-os de forma tão marcante que o Orixá feminino que o secunda na fatoração só participa como apassivadora de sua natureza masculina. E o inverso acontece com os seres fêmeas, onde o Orixá masculino só participa como apassivador dessa sua natureza feminina.
Portanto, no universo da ancestralidade dos seres machos há sete Orixás masculinos e na dos seres fêmeas há sete Orixás femininos.  Também há sete naturezas masculinas e sete naturezas femininas, tão marcantes que é impossível ao bom observador não vê-las nas pessoas.
Saibam que, mesmo que o Orixá da Cabeça ou de Frente seja, digamos, a Orixá Iansã, ainda assim, por trás desta regência, poderemos identificar a ancestralidade se observarem bem o olhar, as feições, os traços, os gestos a postura, etc., pois estes sinais são oriundos da natureza íntima do ser, apassivada pela regência da encarnação, mas não anulada por ela. Certo?
E o mesmo se aplica ao Orixá Adjuntó, pois podemos identificá-lo nos gestos e nas iniciativas das pessoas, já que é através do emocional que ele atua.
Outra forma de identificação é através do Guia de frente e do Exu Guardião dos Médiuns. Mas esta identificação exige um profundo conhecimento do simbolismo dos nomes usados por eles para se identificarem. E também, nem sempre o Guia de frente ou o Exu guardião se mostram, pois preferem deixar isto para o Guia e o Exu de trabalho.
Saber interpretar corretamente o simbolismo é fundamental. Certo? Então, que todos entendam isto:
• Orixá Ancestral é aquele que magnetizou o ser assim que ele foi gerado por Deus e o distinguiu com sua qualidade original e natureza íntima, imutáveis e eternas;
• Orixá de Frente é aquele que rege a atual encarnação do ser e o conduz numa direção na qual o ser absorverá sua qualidade e a incorporará às suas faculdades, abrindo-lhes novos campos de atuação e crescimento interno;
• Orixá Adjuntó é aquele que forma par com o Orixá de Frente, apassivando ou estimulando o ser, sempre visando seu equilíbrio íntimo e crescimento interno permanente.
É por isso também que muitos encontram em si qualidades de vários Orixás. A cada encarnação há a troca de regência da encarnação. E, nessa troca, os seres vão evoluindo e desenvolvendo faculdades relativas a todos os Orixás.
Afinal, se somos “humanos”, absorvemos energias e irradiações, magnetismo e vibrações de todos eles. Certo?


Por Rubens Saraceni

terça-feira, 8 de abril de 2014

"Portas da vida"





Todos somos livres para efetuar nossas escolhas... Mas sempre temos de lembrar que tudo se reflete mais á frente... Sempre teremos duas portas... Uma vez escolhida jamais retornaremos para a anterior e se a frente voltar a reencontrar o que deixou de lado saiba que jamais será igual, pois a escolha o levou a trilhar outro caminho... E nestes caminhos diferentes certamente encontrará outras experiências... Devemos tomar cuidado para não deixar pessoas importantes para trás e nem escolher errado a quem seguimos em nossa jornada, pois nestas passagens nem todos são verdadeiros como achamos e nem todos querem nosso bem... Muitas vezes somos induzidos por mentiras falsidades a deixar sentimentos verdadeiros de lado... E lá na frente com certeza encontraremos uma porta a do arrependimento e após pode haver a do agora é tarde... Pense bem em quem faz de prioridade em sua vida... Errei muito em minhas escolhas, já conheci a porta da tristeza, decepção, mentira e não quero mais... Hoje eu escolho a porta chamada quem me ama e quero seguir com estas pessoas para a porta da felicidade, do amor, da Fé e da caridade... E infelizmente para passar por elas terei de deixar de lado os que seguem pelas portas da soberbia, arrogância, ignorância, intolerância e principalmente dos que ficam na porta da desaprovação... Quero paz, amor e verdades.
Escolha bem sua portinha quem sabe não nos encontramos nas portas do sucesso
Por: Igor dos Santos

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Aruanda


Aruanda é o nome dado a um lugar específico no plano espiritual, isto é, é o mesmo que uma colônia para os Kardecistas, pois é um local reservado para espiritos trabalhadores da Umbanda, que ja alcançaram uma maior evoluçao e agora continuam trabalhando como intermediarios entre o plano fisico e espiritual em nome do bem e da caridade. Isso não quer dizer que lá só existem espiritos de pretos velhos e caboclos, pois a Aruanda é uma parte do plano espiritual que pode acolher a todos os espiritos que lutam em prol do bem.

Existe uma certa confusão com relação ao significado de Aruanda, devido a muita falta de informação entre as pessoas. Muitos acreditam que "Aruanda" é para diversas religiões Afro-Brasileiras o mesmo que "plano espiritual" para o espiritismo. No dicionário e até para pessoas envolvidas com estas religiões - como Pais e Mães de Santo de Candomblé- afirma-se que Aruanda é como eles chamam o plano espiritual, isto, porque com certeza este ensinamento incorreto lhes foi e é transmitido, mas isto é um verdadeiro engano.

O livro "Tambores de Angola", psicografado pelo médium Robson Pinheiro através do espírito de Angelo Inácio, é uma verdadeira obra prima que revela muitas informações sobre a "verdadeira" Umbanda. Nele é explicado que Aruanda é uma colônia específica no plano espiritual, onde residem espíritos de muita luz, constituídos em sua maioria de Pretos Velhos e Caboclos, e que são os responsáveis espirituais pelo o que nós conhecemos aqui na terra por Umbanda. Para aqueles que desejam conhecer o assunto mais a fundo, a sequência do livro "Tambores de Angola", o livro de nome "Aruanda", explica a exatamente o que é e como funciona a Aruanda.

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