terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Salve a Rainha do Mar!
terça-feira, 22 de setembro de 2015
Mãe Oro Iná (Egunitá) – Orixá Cósmico da Justiça
- Mãe Oro Iná é a divindade do Fogo, fogo que consome, abrasa, queima e purifica os excessos emocionais dos seres desequilibrados, desvirtuados e viciados, é a Orixá que aplica a Justiça na vida dos seres. Não era cultuada na mitologia Yorubá, era colocada como uma qualidade de Iansã, Iansã do fogo e não como Orixá Maior, essa colocação não está errada, pois existe essa qualidade do Orixá Iansã, mas o que devemos esclarecer é que o ar é o primeiro elemento de mãe Iansã e mãe Oro Iná tem como primeiro elemento o Fogo. Mãe Oro Iná é o fogo que atua na irradiação do ar, mas ela não é ar e sim fogo puro.
Já na linha Elemental da justiça, ígnea por excelência, Xangô e Oro Iná são polos magnéticos opostos, fogo x fogo não se polariza, então eles se polarizam com a linha da Lei, eólica por excelência.
Quando falamos de linha Elemental Pai Xangô (ígneo) polariza com Mãe Iansã (eólica) e Mãe Oro Iná (ígnea) polariza com Pai Ogum (eólico), pois a justiça não vive sem lei e a lei não vive sem justiça, criando a linha mista da Umbanda. Lei e Justiça são inseparáveis, mãe Oro Iná aplica a justiça nos campos da Lei, com isso entendido, não há mais porque confusões, certo?
Vela: Laranja ou vermelha
Oferendas: em Pedreiras e caminhos
Ervas: arruda, alecrim, gérbera.
Flores: Flores vermelhas e laranja e Palmas vermelhas.
Frutas: Laranja, abacaxi, uva, caqui, tamarindo e todas as frutas ácidas.
Saudação: Kali Yê minha mãe
"Dona do fogo, descarrega o meu congá! Purifica esse terreiro pro seus filhos trabalhar!
Vem de Aruanda mãe guerreira Egunita, ilumina nossa banda, vem na Umbanda trabalhar!"
Namastê
bjks
Carla Real
Sacerdotisa de Umbanda/ Terapeuta Naturopata
terça-feira, 24 de março de 2015
Irôko Tempo
Irôko é um orixá muito antigo. Irôko foi à primeira árvore plantada e pela qual todos os outros orixás desceram à Terra. Irôko é a própria representação da dimensãoTempo na umbanda.
Culto a Irôko
- Dia da Semana: terça-feira.
- Cores: branco, verde (ou cinza) castanho
- Símbolo: tronco
- Domínios: Ancestralidade
- Saudação: Iroko Issó! Eró! Iroko Kissilé!
Características dos filhos de Irôko
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
BARÁ ADGELU
Meu nome é Adgelu, tenho sete anos de idade e muitas histórias para contar, nasci no mês de Junho o dia e o ano não lembro, mas algumas pessoas comemoram meu aniversário no dia 13 do mesmo mês, na mesma data de um santo católico chamado Santo Antônio, muitas me idolatram como o menino no colo do santo.
Minha mãe é muito bonita, mas passo muito pouco tempo com ela, meu pai é meu melhor amigo, grande protetor, cuida em todos os meus passos.
Ele e minha mãe não são casados e poucas vezes puderam me ver os dois juntos.
Complicado, cresci ou pelo menos aprendi a me virar sozinho, conheço muitos lugares, muitas estradas andei, em muitos cruzeiros brinquei, mas adoro a areia da praia, faço castelos, desenhos, correr, me enterrar na areia e depois banho somente as pontas dos pés na água, por que o resto do corpo tenho medo.
Na praia me torno menino de recados, faço favores aos mais velhos que me adotaram como se fosse seus filhos de verdade, me tratam muito bem, e sempre dão algum tipo de doce para comer.
Na rua gosto de brincar de bolinhas de gude, bola, apostar corrida e carrinho de rolimã nas ladeiras.
Ganhei de meu pai uma corrente de aço, que nunca tirei do pescoço, é uma espécie de proteção para que ele sempre esteja perto de mim, na verdade isso me faz ser respeitado apesar de minha idade, em qualquer lugar que ando, por onde passo, ganho preferência em tudo, quando percebem que uso a corrente de meu pai fazem de tudo por mim,posso entrar e sair de qualquer lugar, e sempre sou servido primeiro na hora das refeições.
Por todo o lugar que passo faço amizades, tenho diversos amigos e sempre quando precisam me chamam, em troca sou muito bem tratado em qualquer lugar.
Meus amigos são velhos, meia idade, crianças, jovens, pescadores, caçadores, reis, rainhas, guerreiros, guerreiras, mulheres e outros mais espalhados por todos os lugares que existem.
Sou um garoto de rua, mas com identidade, de rua por natureza de praia por opção, conheço todos os caminhos que levam algum lugar, conheço quem mora e quem comanda esse lugar, nesses lugares sou muito bem tratado, por isso não sou órfão na verdade sou amado,querido e desejado,sei muitos truques aprendi com meu pai,sei da vida de muita gente, aprendi com meus amigos, sei de muitas histórias tristes contadas pelos velhos,sei todos os tipos de brincadeiras porque brinco com todas as crianças.
Adoro festas, adoro doces e guloseimas, gosto de milho, pipoca é muito fácil me conquistar, Sou criança!
Mas também sei agir como adulto, velho, jovem sei ser o que quiser, me disfarço, posso enganar para pregar peça nos outros.
Não sei se sou real, na mente de muitos sou apenas uma força da natureza,invocada,chamada para servir e ser servido, apareço nos sonhos, nas festas alegres, mas fujo quando tem confusão.
Tenho vários nomes, varias qualidades e sou idolatrado de diversas formas, sou simples e humilde e gosto de pessoas que também sejam o mesmo, adoro ajudar a quem precisa e me procuram em troca recebo brinquedos e guloseimas.
Chego sem que percebam, vou embora sem que me notem, danço, grito, faço gestos que remetem a um tempo que já não existe mais.
Minha origem é africana, sou cultuado na áfrica como uma qualidade de Exu criança, no Brasil tenho várias denominações uma delas é Orixá Bará Agelú, sou presente em muitos lados, em alguns jamais poderei responder pelo Ori de uma pessoa(cabeça) em outros sou pai de Ori(cabeça).
É sou grande perante aos outros, pequeno diante de tantos, mas tão importante quanto meu grande mestre e criador Oxalá.
Minha história é contada de várias formas em diversos contextos misturada a outros orixás que admiro e hoje andam comigo e me guardam.
No Batuque cultuado no Rio grande do Sul sou cultuado como Orixá Criança, respondendo junto com o povo de praia, sendo eles, Oxalá, Iemanjá e Oxum.
Ao mesmo tempo sou cruzeiro, junto com: Bará Lodê, Bará Adague, Bará Lanã, Ogum Avagã, Ogum Megê, Ogum Onira, Ogum Adiolá e Iansã Timboá, Amadê, Oyá e Obá.
Também existem outros orixás não citados que podem responder em cruzeiros, sendo eles específicos ou não.
O mais incrível em ser considerado um orixá, é poder observar como as pessoas são tão diferentes uma das outras, mas sempre acabam fazendo tudo muito igual, tenho muitas histórias para contar, e vai ser neste site de tempos em tempos que vou registrar minhas trajetórias na cultura africanista Brasileira. Aguardem!
Bará é o primeiro Orixá do panteon Africano é dinâmico e jovial. É o intermediário entre os homens e as divindades, considerado o mensageiro. Dono dos caminhos e das encruzilhadas simboliza o movimento, abre e fecha os caminhos. É um Orixá das questões relacionadas a dinheiro e trabalho. É ao Bará que pedimos abertura nos negócios financeiros, pedimos que levassem aos demais Orixás os nossos pedidos e agradecimentos, não teremos êxito sem antes pedirmos e ofertarmos algo ao Orixá Bará. Os Barás dividem-se em dois tipos os de dentro de casa, Bará Agelú, Lanã, Adague, considerados mais calmos em relação à Bará Lodê, o Bará da rua, o Bará Lodê é o guardião do templo e por isso deve ser cumprimentado por primeiro ao entrar num terreiro de batuque
Retirado do site: http://
domingo, 29 de abril de 2012
EGUNITÁ
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Nanã

Nanã é a mãe primeira de toda humanidade, conforme a lenda o homem após várias tentativas de usar diversos materiais, foi feito do barro (lodo primordial das matérias na crosta terrestre), e soprado a vida em suas narinas por oxalá, sendo que a única restrição de Nanã foi para quando este homem morresse a sua matéria seria devolvida aos seus domínios, sincretizada como Nossa Senhora De Santana a avó de Jesus , dona das águas paradas, das chuvas e dos pantanos,ela decanta em seus domínios toda as matérias impuras dos homens, preparando assim a limpeza do espírito para próxima reencarnação.
A orixá Nanã Buruquê rege uma dimensão formada por dois elementos, que são: terra e água. Ela é de natureza cósmica pois seu campo preferencial de atuação é o emocional dos seres que, quando recebem suas irradiações, aquietam-se, chegando até a terem suas evoluções paralisadas. E assim permanecem até que tenham passado por uma decantação completa de seus vícios e desequilíbrios mentais.
Nanã forma com Obaluaiyê a sexta linha de Umbanda, que é a linha da Evolução. E enquanto ele atua na passagem do plano espiritual para o material (encarnação), ela atua na decantação emocional e no adormecimento do espírito que irá encarnar. Saibam que os orixás Obá e Omulu são regidos por magnetismos "terra pura", enquanto Nanã e Obaluaiyê são regidos por magnetismos mistos "terra-água". Obaluaiyê absorve essência telúrica e irradia energia elemental telúrica, mas também absorve energia elemental aquática, fraciona-a em essência aquática e a mistura à sua irradiação elemental telúrica, que se torna "úmida".
Já Nanã, atua de forma inversa: seu magnetismo absorve essência aquática e a irradia como energia elemental aquática; absorve o elemento terra e, após fracioná-lo em essência, irradia-o junto com sua energia aquática.
Estes dois orixás são únicos, pois atuam em pólos opostos de uma mesma linha de forças e, com processos inversos, regem a evolução dos seres. Enquanto Nanã decanta e adormece o espírito que irá reencarnar, Obaluaiyê o envolve em uma irradiação especial, que reduz o corpo energético, já adormecido, até o tamanho do feto já formado dentro do útero materno onde está sendo gerado .
Este mistério divino que reduz o espírito ao tamanho do corpo carnal, ao qual já está ligado desde que ocorreu a fecundação do óvulo pelo sêmen, é regido por nosso amado pai Obaluaiyê, que é o "Senhor das Passagens" de um plano para outro.
Já nossa amada mãe Nanã, envolve o espírito que irá reencarnar em uma irradiação única, que dilui todos os acúmulos energéticos, assim como adormece sua memória, preparando-o para uma nova vida na carne, onde não se lembrará de nada do que já vivenciou. É por isso que Nanã é associada à senilidade, à velhice, que é quando a pessoa começa a se esquecer de muitas coisas que vivenciou na sua vida carnal.
Portanto, um dos campos de atuação de Nanã é a "memória" dos seres. E, se Oxóssi aguça o raciocínio, ela adormece os conhecimentos do espírito para que eles não interfiram com o destino traçado para toda uma encarnação.
Em outra linha da vida, ela é encontrada na menopausa. No inicio desta linha está Oxum estimulando a sexualidade feminina; no meio está Yemanjá, estimulando a maternidade; e no fim está Nanã, paralisando tanto a sexualidade quanto a geração de filhos.
Nas "linhas da vida", encontramos os orixás atuando através dos sentidos e das energias. E cada um rege uma etapa da vida dos seres. Logo, quem quiser ser categórico sobre um orixá, tome cuidado com o que afirmar, porque onde um de seus aspectos se mostra, outros estão ocultos. E o que está visível nem sempre é o principal aspecto em uma linha da vida. Saibam que Nanã em seus aspectos positivos forma pares com todos os outros treze orixás, mas sem nunca perder suas qualidades "água-terra".
Já em seus aspectos negativos, bem, como a Umbanda não lida com eles, que os comente quem lidar, certo?
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Oxalá

Oxalá na Umbanda
Oxalá, na Umbanda representa o Orixá da paz e principalmente da fé.
O símbolo do primeiro é uma idá (espada), o do segundo é uma espécie de cajado em metal, chamado ôpá xôrô. A cor de Oxalá é o branco. O dia consagrado para ele é a sexta-feira. Sua saudação é Èpa Bàbá!. O Oxalá é considerado e cultuado como o maior e mais respeitado de todos os Orixás do Panteão Africano. Simboliza a paz é o pai maior nas nossas nações na Religião Africana. É calmo, sereno, pacificador, portanto respeitado por todos os Orixás e todas as nações. A Oxalá pertence os olhos que vêem tudo. Oxalá seja naUmbanda ou no Candomblé é o mesmo Orixá. O que muda da Umbanda para o Candomblé em relação aos Orixás é a forma de manifestação (incorporação), trato, simbolos e assentamentos, vestimentas, imagens etc. Porém, a essência do Orixá é a mesma. Em muitos lugares Oxalá é sincretizado com Jesus Cristo, mas essa associação é perigosa e sem fundamentos, pois Jesus Cristo está acima de qualquer hierarquia religiosa, seja qual for a religião. Ou seja, Jesus Cristo está além de Anjos, Santos, Orixás, etc... Esse sincretismo é uma herança do aculturamento sofridos pelos negros ao longo do período colonial. Uma associação ora forçada pelos Jesuítas na imposição da fé Cristã, ora um símbolo de resistência onde da imagem do Santo Católico, se cultuava os Orixás africanos (por isso as datas dos festejos dos Orixás, coincidem com as dos Santos Católicos). A imposição e a própria resistência acabaram virando práticas populares. As imagens dos Santos Católicos se confundiram com as dos Orixás, não se sabendo onde começa um, e onde termina o outro. Porém, dentro do terreiro, ao som dos atabaques, pode até ter a imagem dos Santos, mas quem incorpora são os Orixás. Podem cantar pontos onde se escuta o nome de São Jorge, por exemplo, mas quem monta no "cavalo" é Ogum. Hoje em dia muitos terreiros estão deixando as imagens Católicas e cultuando os Orixás baseados em seus elementos, tais como: águas de Oxum, Ferro de Ogum, Otá (pedra) de Xangô. Ou utilizando-se de assentamentos, onde ali é colocada uma parte da essência do médium e parte da essência do Orixá.
Definição energética
Trono natural da Fé, primeira razão do movimento do Universo, campo de atuação primeiro regendo a religiosidade dos seres, ou a crença que têm para o positivismo. De natureza elemental cristalina, cuja presença se encontra em todos as outras vibrações de ordem divina como base. Dos textos antigos já se tem o nome Cristo como cristal, ou cristalino, e essa referência de todos os mestres da luz que vieram à nascer na matéria para guiar a humanidade. Suas ondas magnetizadoras despertam a ética nos seres, ou seja a base das religiões, algumas dessas ondas chegam até os nossos olhos cruzadas o que tornou o símbolo da cruz aquele a ser deixado como referência pelo nosso Mestre Cristo
Oxalá
Oxalá é o Orixá associado à criação do mundo e da espécie humana. Apresenta-se de duas maneiras: moço (chamado Oxaguian, identificado no jogo do merindilogun pelo odu ejionile) e velho (chamado Oxalufan e identificado pelo odu ofun). No candomblé, este é representado material e imaterialmente pelo assentamento sagrado denominado igba oxala.
Os símbolos do primeiro são uma idá (espada), "mão de pilão" e um escudo; o símbolo do segundo é uma espécie de cajado em metal, chamado opaxorô.
A cor de Oxaguiam é o branco levemente mesclado com azul; a de Oxalufam é somente branco. O dia consagrado para ambos é asexta-feira.
Sua saudação é ÈPA BÀBÁ! Oxalá é considerado e cultuado como o maior e mais respeitado de todos os Orixás do panteão africano. Simboliza a paz, é o pai maior nas nações das religiões de tradição africana. É calmo, sereno, pacificador; é o criador e, portanto, é respeitado por todos os Orixás e todas as nações. A Oxalá pertencem os olhos que vêem tudo.
Arquétipo
As pessoas de Oxalá são calmas, responsáveis, reservadas e de muita confiança. Seus ideais são levados até o fim, mesmo que todas as pessoas sejam contrárias a suas opiniões e projetos. Gostam de dominar e liderar as pessoas. São muito dedicados, caprichosos, mantendo tudo sempre bonito, limpo, com beleza e carinho. Respeitam a todos mas exigem ser respeitados. Perdoam facilmente, sabem ver que sentimentos negativos só atrasam. Sabem conquistar com seu jeitinho elegante e sincero. São calmos e dóceis, andam com a postura reta, que representa sua natural elegância. Tem gostos caros e apreciam um bom vinho.
Lenda: Oxalá e o saco da criação
Olodumaré entregou a Oxalá o saco da criação para que ele criasse o mundo. Essa missão, porém, não lhe dava o direito de deixar de cumprir algumas obrigações para outros Orixás e Exu, aos quais ele deveria fazer alguns sacrifícios e oferendas.
Oxalá pôs-se a caminho apoiado em um grande cajado, o Paxorô. No momento em que deveria ultrapassar a porta do Orun, encontrou-se com Exu que, descontente porque Oxalá se negara a fazer suas oferendas, resolveu vingar-se, e provocou-lhe uma sede intensa. Oxalá não teve outro recurso senão o de furar a casca de um tronco de um dendezeiro para saciar sua sede.
Era o vinho de palma também conhecido como ("emu" e "oguro") o qual Oxalá bebeu intensamente. Bêbado, não sabia onde estava e caiu adormecido. Apareceu então Olófin Odùduà, que vendo o grande Orixá adormecido roubou-lhe o saco da criação e, em seguida, foi à procura de Olodumaré para mostrar o que achara e contar em que estado Oxalá se encontrava.
Olodumaré disse então que “se ele está neste estado vá você a Odùduà, vá você criar o mundo”. Odùduà foi então em busca da criação e encontrou um universo de água, e aí deixou cair do saco o que estava dentro. Era terra. Formou-se então um montinho que ultrapassou a superfície das águas.
Então ele colocou a galinha cujos pés tinham cinco garras. Ela começou a arranhar e a espalhar a terra sobre a superfície da água; onde ciscava, cobria a água, e a terra foi alargando cada vez mais, o que em yoruba se diz Ile`nfê, expressão que deu origem ao nome da cidade Ilê-Ifê.
Odùduà ali se estabeleceu, seguido pelos outros Orixás, e tornou-se, assim, rei da terra.
Quando Oxalá acordou, não encontrou mais o saco da criação. Despeitado, procurou Olodumaré, que por sua vez proibiu-o, como castigo a Oxalá e toda sua família, de beber vinho de palma e de usar azeite de dendê. Mas como consolo lhe deu a tarefa de modelar no barro o corpo dos seres humanos nos quais ele, Olodumaré insuflaria a vida.
Lenda: A viagem de Oxalufan
Um dia Oxalufam, que vivia com seu filho Oxaguiam, velho e curvado por sua idade avançada, resolveu viajar a Oyo em visita a Xangô, seu outro filho. Foi consultar um babalaô para saber acerca da viagem. O adivinho recomendou-lhe não seguir viagem. Ela seria desastrosa e acabaria mal.
Mesmo assim, Oxalufam, por teimosia, resolveu não renunciar à sua decisão. O adivinho aconselhou-o, então, a levar consigo três panos brancos, limo-da-costa ou sabão-da-costa, assim como a aceitar e fazer tudo que lhe pedissem no caminho e não reclamar de nada, acontecesse o que acontecesse. Seria uma forma de não perder a vida.
Em sua caminhada, Oxalufam encontrou Exú três vezes. Três vezes Exú solicitou ajuda ao velho rei para carregar seu fardo, que acabava derrubando em cima de Oxalufam. Três vezes Oxalufam ajudou Exú, carregando seus fardos imundos. E, por três vezes, Exú fez Oxalufam sujar-se de sal, azeite de dendê e carvão. Três vezes suportou calado as armadilhas de Exú. Três vezes foi Oxalufam ao rio mais próximo lavar-se e trocar suas vestes. Finalmente chegou a Oyó. Na entrada da cidade viu um cavalo perdido, que ele reconheceu como o cavalo que havia presenteado a Xangô.
Tentou amansar o animal para amarrá-lo e devolvê-lo ao filho. Mas, neste momento, chegaram alguns súditos do rei à procura do animal perdido. Viram Oxalufam com o cavalo e pensaram tratar-se do ladrão do animal. Maltrataram-no e prenderam-no. Ele, sempre calado, deixou-se levar prisioneiro.
Mas, por estar um inocente no cárcere, em terras do Senhor da Justiça, Oyó viveu por longos sete anos a mais profunda seca. As mulheres tornaram-se estéreis e muitas doenças assolaram o reino. Xangô, desesperado, procurou um babalaô, que consultou Ifá, descobrindo que um velho sofria injustamente como prisioneiro, pagando por um crime que não cometera.
Xangô correu para a prisão. Para seu espanto, o velho prisioneiro era seu pai Oxalufam. Xangô ordenou que trouxessem água do rio para lavar o rei. O rei de Oyó mandou seus súditos vestirem-se de branco, e que todos permanecessem em silêncio, pois era preciso, respeitosamente, pedir perdão a Oxalufam. Xangô vestiu-se também de branco e encarregou Airá de carregar o velho rei nas costas. Levou-o para as festas em sua homenagem e todo o povo saudava Oxalá e Xangô. Depois Oxalufam voltou para casa levado por Airá e, quando chegou seu filho, Oxaguiam ofereceu um grande banquete em celebração pelo retorno do pai.
África
Obatalá, Osala, Osalufon, Osagiyan e Osa-Popo, todos eles denominados Òrìsà funfun (branco), devido à cor que os simboliza, a branca. Obatalá e Odudua são associados de diversas maneiras nos mitos da criação.
- Bàbá Epe
- Orixa Oko
- Lejúgbè
- Ajàgúnán
- Òsàfuru
- Elémòsó
- AkajaPriku
- Òsàìgbò
- Indako
- Bàbá Talabí
- Bàbá Àjàlé
- Orixa-Nlá
- Obatalá
- Odudua
- Oxalufan
- Oxaguian
- Orixá okô
Em língua árabe, "wa xa illah", com o significado de "queira Deus", interjeição que exprime o desejo de que certa coisa suceda; tomara, queira Deus (in: Dicionário da Língua Portuguesa - Larousse Cultural).
Brasil
Oxalá, Obatalá, Orixalá, Orixa-Nlá.
Oxalá é um nome genérico de vários Òrìxá funfun (branco), como são chamados diversos Orixás africanos no Brasil relacionados à cor branca e à criação do mundo.
Os filhos de Oxalá têm algumas restrições, Ewo, Quizila:
De acordo com as lendas, Oxalá embriagou-se várias vezes com vinho de palma, fato que tornou a bebida alcoólica uma das restrições. Por causa de outra lenda, em que Exú suja suas roupas brancas por três vezes com sal, azeite de dendê e carvão, estes elementos também se tornaram restrição aos filhos de Oxalá. Nenhuma comida de Oxalá leva sal oudendê. Um filho de Oxalá jamais deverá usar roupas pretas ou vermelhas, por serem essas as cores de Exú. Também em função das lendas, o dia de Oxalá é a sexta-feira. No candomblé, tanto no Brasil quanto em outros países, todos os iniciados e frequentadores costumam vestir-se de branco em homenagem a Oxalá. Os filhos de Oxalá não comem comida de sal e muitos adotaram não comer carne na sexta-feira (somente peixe). Contudo, também se acredita que esse costume tenha relação com a Igreja Católica e o sincretismo de Oxalá com o Senhor do Bonfim na Bahia, costume também adotado pelos restaurantes em que nas sextas-feiras servem a pescada branca com molho de camarão.
Oxóssi

Oxossi na Umbanda
Oxóssi, na Umbanda é patrono da linha dos caboclos, uma das mais ativas da religião. No Candomblé brasileiro é um antepassado africano divinizado, filho de Iemanjá, protetor das matas, sincretizado com São Sebastião no Rio de Janeiro e São Jorge na Bahia. Diz o mito que Oxóssi era irmão de Omulu-Obaluayê e rei da cidade de Oyó, cidade da África sudanesa, de onde provém os povos nagô ( keto, ijexá e oyó) e mina-jeje.
Oxóssi é o caçador por excelência, mas sua busca visa o conhecimento. Logo, é o cientista e o doutrinador, que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados tanto nos aspectos da fé quanto do saber religioso.
O Orixá Oxóssi é tão conhecido que quase dispensa um comentário. Mas não podemos deixar de fazê-lo, pois falta o conhecimento superior que explica o campo de atuação das hierarquias deste Orixá regente do pólo positivo da linha do Conhecimento.
O fato é que o Trono do Conhecimento é uma divindade assentada na Coroa Divina, é uma individualização do Trono das Sete Encruzilhadas e em sua irradiação cria os dois pólos magnéticos da linha do Conhecimento. O Orixá Oxóssi rege o pólo positivo e a Orixá Obá rege o pólo negativo. Oxóssi forma com Obá a terceira linha de Umbanda Sagrada, que rege sobre o Conhecimento.
- Oxóssi irradia o conhecimento e Obá o concentra.
- Oxóssi estimula e Obá anula.
- Oxóssi vibra conhecimento e Obá absorve as irradiações desordenadas dos seres regidos pelos mistérios do Conhecimento.
- Oxóssi é vegetal e Obá é telúrica.
- Oxóssi é de magnetismo irradiante e Obá é de magnetismo absorvente.
- Oxóssi está nos vegetais e Obá está em sua raiz, como a terra fértil onde eles crescem e se multiplicam.
- Oxóssi é o raciocínio arguto e Obá é o racional concentrador.
- Oxóssi é a busca, é a procura, é a curiosidade, é o movimento contínuo na evolução dos seres na apresentação de novos conhecimentos, de novos horizontes, etc.
Simbolicamente representamos Oxóssi com sete setas, que são as sete buscas contínuas do ser.Oxóssi expande, irradia e impele os seres
África
Pierre Verger, em seu livro Orixás, diz que o culto de Oxóssi foi praticamente extinto na região de Ketu, na Iorubalândia, uma vez que a maioria de seus sacerdotes foram escravizados, tendo sido enviados à força para o Novo Mundo ou mortos.
Aqueles que permaneceram em Ketu deixaram de cultuá-lo por não se lembrarem mais como realizar os ritos apropriados ou por passarem a cultuar outras divindades.
Brasil

Durante a diáspora negra, muitos escravos que cultuavam Oxóssi não sobreviveram aos rigores do tráfico negreiro e do cativeiro, mas, ainda assim, o culto foi preservado no Brasil e em Cuba pelos sacerdotes sobreviventes e Oxóssi se transformou, no Brasil, num dos orixás mais populares, tanto nocandomblé, onde se tornou o rei da nação Ketu, quanto na umbanda, onde é patrono da linha dos caboclos, uma das mais ativas da religião.
Seu habitat é a floresta, sendo simbolizado pela cor verde na umbanda, e recebendo a cor azul clara no candomblé, mas podendo usar, também, a cor prateada nesse último. Sendo assim, roupas, guias e contas costumam ser confeccionadas nessas cores, incluindo, entre as guias e contas, no caso de Oxóssi e, também, seus caboclos, elementos que recordem a floresta, tais como penas e sementes.
Seus instrumentos de culto são o ofá (arco e flecha), lanças, facas e demais objetos de caça. É um caçador tão habilidoso que costuma ser homenageado com o epíteto "o caçador de uma flecha só", pois atinge o seu alvo no primeiro e único disparo tamanha a precisão. Conta a lenda que um pássaro maligno ameaçava a aldeia e Oxossi era caçador, como outros. Ele só tinha uma flecha para matar o pássaro e não podia errar. Todos os outros já haviam errado o alvo. Ele não errou, e salvou a aldeia. Daí o epíteto "o caçador de uma flecha só".
Come tudo quanto é caça e o dia a ele consagrado é quinta-feira.
No Brasil, Ibualama, Inlè ou Erinlè é uma qualidade de Oxóssi, marido de Oxum Ipondá e pai de Logunedé. Como os demais Oxóssis é caçador, rei de Ketu e usa ofá (arco e flecha), mas se veste de couro, com chapéu e chicote.
Um Oxóssi azul, Otin, usa capanga e lança. Vive no mato a caçar. Come toda espécie de caça, mas gosta muito de búfalo.
Oxóssi é a expansão dos limites, do seu campo de ação, enquanto a caça é uma metáfora para o conhecimento, a expansão maior da vida. Ao atingir o conhecimento, Oxóssi acerta o seu alvo. Por este motivo, é um dos Orixás ligados ao campo do ensino, da cultura, da arte. Nas antigas tribos africanas, cabia ao caçador, que era quem penetrava o mundo "de fora", a mata, trazer tanto a caça quanto as folhas medicinais. Além, eram os caçadores que localizavam os locais para onde a tribo poderia futuramente mudar-se, ou fazer uma roça. Assim, o orixá da caça extensivamente é responsável pela transmissão de conhecimento, pelas descobertas. O caçador descobre o novo local, mas são os outros membros da tribo que instalam a tribo neste mesmo novo local. Assim, Oxóssi representa a busca pelo conhecimento puro: a ciência, a filosofia. Enquanto cabe a Ogum a transformação deste conhecimento em técnica.
Apesar de ser possível fazer preces e oferendas a Oxóssi para os mais diversas facetas da vida, pelas características de expansão e fartura desse orixá, os fiéis costumam solicitar o seu auxílio para solucionar problemas no trabalho e desemprego. Afinal, a busca pelo pão-de-cada dia, a alimentação da tribo costumeiramente cabe aos caçadores.
Por suas ligações com a floresta, pede-se a cura para determinadas doenças e, por seu perfil guerreiro, proteção espiritual e material.
Qualidade de Oxóssi
- Òdé
- Otin
- Òdéarólé
- Akeran
- Ajayipapo
- Danadana
- Apáòka
- Inlè
- Irinlè
- Ibualama
- Isambu
- Karele
Sete folhas mais usadas para Oxóssi
Arquétipo
As pessoas consideradas filhas de Oxóssi são alegres, expansivas, preferem agir a noite, como os caçadores. São faladores, ágeis e de raciocínio muito rápido. Sabem lutar e alcançar o que almejam, como que lançando uma flecha e acertando o alvo. Sabem dominar mas quando raivosos, ferem as pessoas com palavras e atitudes, como se fosse dada uma flechada. Quando amam, são zelosos e fieis, não toleram ser enganados. São muito trabalhadores e honestos.
Sincretismo
No Rio de Janeiro, é sincretizado com São Sebastião, patrono da capital carioca e, na Bahia, com São Jorge.
Em Salvador, no dia de Corpus Christi é realizada uma missa, chamada de Missa de Oxossi com a participação das Iyalorixás do Candomblé da Casa Branca do Engenho Velho.





