terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Salve a Rainha do Mar!
terça-feira, 22 de setembro de 2015
Mãe Oro Iná (Egunitá) – Orixá Cósmico da Justiça
- Mãe Oro Iná é a divindade do Fogo, fogo que consome, abrasa, queima e purifica os excessos emocionais dos seres desequilibrados, desvirtuados e viciados, é a Orixá que aplica a Justiça na vida dos seres. Não era cultuada na mitologia Yorubá, era colocada como uma qualidade de Iansã, Iansã do fogo e não como Orixá Maior, essa colocação não está errada, pois existe essa qualidade do Orixá Iansã, mas o que devemos esclarecer é que o ar é o primeiro elemento de mãe Iansã e mãe Oro Iná tem como primeiro elemento o Fogo. Mãe Oro Iná é o fogo que atua na irradiação do ar, mas ela não é ar e sim fogo puro.
Já na linha Elemental da justiça, ígnea por excelência, Xangô e Oro Iná são polos magnéticos opostos, fogo x fogo não se polariza, então eles se polarizam com a linha da Lei, eólica por excelência.
Quando falamos de linha Elemental Pai Xangô (ígneo) polariza com Mãe Iansã (eólica) e Mãe Oro Iná (ígnea) polariza com Pai Ogum (eólico), pois a justiça não vive sem lei e a lei não vive sem justiça, criando a linha mista da Umbanda. Lei e Justiça são inseparáveis, mãe Oro Iná aplica a justiça nos campos da Lei, com isso entendido, não há mais porque confusões, certo?
Vela: Laranja ou vermelha
Oferendas: em Pedreiras e caminhos
Ervas: arruda, alecrim, gérbera.
Flores: Flores vermelhas e laranja e Palmas vermelhas.
Frutas: Laranja, abacaxi, uva, caqui, tamarindo e todas as frutas ácidas.
Saudação: Kali Yê minha mãe
"Dona do fogo, descarrega o meu congá! Purifica esse terreiro pro seus filhos trabalhar!
Vem de Aruanda mãe guerreira Egunita, ilumina nossa banda, vem na Umbanda trabalhar!"
Namastê
bjks
Carla Real
Sacerdotisa de Umbanda/ Terapeuta Naturopata
terça-feira, 24 de março de 2015
Irôko Tempo
Irôko é um orixá muito antigo. Irôko foi à primeira árvore plantada e pela qual todos os outros orixás desceram à Terra. Irôko é a própria representação da dimensãoTempo na umbanda.
Culto a Irôko
- Dia da Semana: terça-feira.
- Cores: branco, verde (ou cinza) castanho
- Símbolo: tronco
- Domínios: Ancestralidade
- Saudação: Iroko Issó! Eró! Iroko Kissilé!
Características dos filhos de Irôko
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
BARÁ ADGELU
Meu nome é Adgelu, tenho sete anos de idade e muitas histórias para contar, nasci no mês de Junho o dia e o ano não lembro, mas algumas pessoas comemoram meu aniversário no dia 13 do mesmo mês, na mesma data de um santo católico chamado Santo Antônio, muitas me idolatram como o menino no colo do santo.
Minha mãe é muito bonita, mas passo muito pouco tempo com ela, meu pai é meu melhor amigo, grande protetor, cuida em todos os meus passos.
Ele e minha mãe não são casados e poucas vezes puderam me ver os dois juntos.
Complicado, cresci ou pelo menos aprendi a me virar sozinho, conheço muitos lugares, muitas estradas andei, em muitos cruzeiros brinquei, mas adoro a areia da praia, faço castelos, desenhos, correr, me enterrar na areia e depois banho somente as pontas dos pés na água, por que o resto do corpo tenho medo.
Na praia me torno menino de recados, faço favores aos mais velhos que me adotaram como se fosse seus filhos de verdade, me tratam muito bem, e sempre dão algum tipo de doce para comer.
Na rua gosto de brincar de bolinhas de gude, bola, apostar corrida e carrinho de rolimã nas ladeiras.
Ganhei de meu pai uma corrente de aço, que nunca tirei do pescoço, é uma espécie de proteção para que ele sempre esteja perto de mim, na verdade isso me faz ser respeitado apesar de minha idade, em qualquer lugar que ando, por onde passo, ganho preferência em tudo, quando percebem que uso a corrente de meu pai fazem de tudo por mim,posso entrar e sair de qualquer lugar, e sempre sou servido primeiro na hora das refeições.
Por todo o lugar que passo faço amizades, tenho diversos amigos e sempre quando precisam me chamam, em troca sou muito bem tratado em qualquer lugar.
Meus amigos são velhos, meia idade, crianças, jovens, pescadores, caçadores, reis, rainhas, guerreiros, guerreiras, mulheres e outros mais espalhados por todos os lugares que existem.
Sou um garoto de rua, mas com identidade, de rua por natureza de praia por opção, conheço todos os caminhos que levam algum lugar, conheço quem mora e quem comanda esse lugar, nesses lugares sou muito bem tratado, por isso não sou órfão na verdade sou amado,querido e desejado,sei muitos truques aprendi com meu pai,sei da vida de muita gente, aprendi com meus amigos, sei de muitas histórias tristes contadas pelos velhos,sei todos os tipos de brincadeiras porque brinco com todas as crianças.
Adoro festas, adoro doces e guloseimas, gosto de milho, pipoca é muito fácil me conquistar, Sou criança!
Mas também sei agir como adulto, velho, jovem sei ser o que quiser, me disfarço, posso enganar para pregar peça nos outros.
Não sei se sou real, na mente de muitos sou apenas uma força da natureza,invocada,chamada para servir e ser servido, apareço nos sonhos, nas festas alegres, mas fujo quando tem confusão.
Tenho vários nomes, varias qualidades e sou idolatrado de diversas formas, sou simples e humilde e gosto de pessoas que também sejam o mesmo, adoro ajudar a quem precisa e me procuram em troca recebo brinquedos e guloseimas.
Chego sem que percebam, vou embora sem que me notem, danço, grito, faço gestos que remetem a um tempo que já não existe mais.
Minha origem é africana, sou cultuado na áfrica como uma qualidade de Exu criança, no Brasil tenho várias denominações uma delas é Orixá Bará Agelú, sou presente em muitos lados, em alguns jamais poderei responder pelo Ori de uma pessoa(cabeça) em outros sou pai de Ori(cabeça).
É sou grande perante aos outros, pequeno diante de tantos, mas tão importante quanto meu grande mestre e criador Oxalá.
Minha história é contada de várias formas em diversos contextos misturada a outros orixás que admiro e hoje andam comigo e me guardam.
No Batuque cultuado no Rio grande do Sul sou cultuado como Orixá Criança, respondendo junto com o povo de praia, sendo eles, Oxalá, Iemanjá e Oxum.
Ao mesmo tempo sou cruzeiro, junto com: Bará Lodê, Bará Adague, Bará Lanã, Ogum Avagã, Ogum Megê, Ogum Onira, Ogum Adiolá e Iansã Timboá, Amadê, Oyá e Obá.
Também existem outros orixás não citados que podem responder em cruzeiros, sendo eles específicos ou não.
O mais incrível em ser considerado um orixá, é poder observar como as pessoas são tão diferentes uma das outras, mas sempre acabam fazendo tudo muito igual, tenho muitas histórias para contar, e vai ser neste site de tempos em tempos que vou registrar minhas trajetórias na cultura africanista Brasileira. Aguardem!
Bará é o primeiro Orixá do panteon Africano é dinâmico e jovial. É o intermediário entre os homens e as divindades, considerado o mensageiro. Dono dos caminhos e das encruzilhadas simboliza o movimento, abre e fecha os caminhos. É um Orixá das questões relacionadas a dinheiro e trabalho. É ao Bará que pedimos abertura nos negócios financeiros, pedimos que levassem aos demais Orixás os nossos pedidos e agradecimentos, não teremos êxito sem antes pedirmos e ofertarmos algo ao Orixá Bará. Os Barás dividem-se em dois tipos os de dentro de casa, Bará Agelú, Lanã, Adague, considerados mais calmos em relação à Bará Lodê, o Bará da rua, o Bará Lodê é o guardião do templo e por isso deve ser cumprimentado por primeiro ao entrar num terreiro de batuque
Retirado do site: http://
terça-feira, 5 de junho de 2012
Obá
Oyá
Oiá é a regente cósmica da linha da Fé, e tempo é o vazio cósmico onde são retidos todos os espíritos que atentam contra os princípios divinos que sustentam a religiosidade na vida dos seres.
“Tempo”, eis as qualidades, atributos e atribuições negativas de Oiá, de que tanto falamos e alertamos aos supostos pais de Santo ou magos negros que recorrem ao “Tempo” para prejudicar seus semelhantes com seus ebós sujos e suas magias negras. Oiá é a orixá regente do pólo negativo da linha da Fé, que é a primeira das Sete Linhas de Umbanda e, com Oxalá assentado em seu pólo positivo, dão sustentação a todas as manifestações da fé e dão amparo a todos os “sacerdotes” virtuosos e guiados pelos princípios divinos estimuladores da evolução religiosa dos seres.
Quando Oiá “vira no tempo”, seja contra um seu filho direto quanto um seu filho indireto (que têm a coroa regida por outros orixás), então sua vidaentra em parafuso e só deixará de rodar quando esgotar tudo de desregrado e desvirtuado que nela existia. Isto é Oiá, amados filhos dos orixás! Mãe religiosa por sua excelência divina, mas mãe rigorosa por sua natureza cósmica, cujo principal atributo junto dos espíritos humanos é o de esgotar o lobo sanguinário que oculta-se por baixo da pele de cordeiro.
Enquanto Oxalá é irradiante, Oiá é absorvente, e enquanto os filhos de Oxalá são extrovertidos, os de Oiá são introspectivos e até um tanto tímidos, pois a natureza forte de sua mãe divina exige deles uma certa “beatitude” 9já que, das mães divinas, ela é a mais ciumenta por seus filhos amados e a mais rigorosa com os seus filhos relapsos. Isto é Oiá, amados filhos das nossas amadas mães divinas!
Se ela é assim, é porque ela é a orixá que, junto com Oxalá, rege a primeira linha de Umbanda, que é a linha da Religiosidade. Logo, os filhos de Umbanda, que têm em Oxalá o divino Pai da Fé, também devem cultuar a divina mãe Oiá. Com ele no pólo positivo e ela no pólo negativo, forma-se o par dos orixás excelsos que regem a linha da Fé e estimulam a religiosidade nos seres.
Elemento cristalino. Religiosamente goza de posição de destaque, pois rege a própria religiosidade no ser.
Horas — Divindades gregas, originariamente a palavra Hora era utilizada para determinar as estações do ano que se dividia apenas em três, Primavera, Verão e Inverno. São filhas de Zeus e Têmis, Eunomia (a Boa Ordem), Dicéa (a Justiça) e Irene (a Paz). Quando surge o conceito de Outono e Solstício de Inverno, duas novas horas aparecem na mitologia, Carpo e Talate, guardiãs dos frutos e flores. Quando os gregos dividiram os dias em 12 partes iguais, os poetas identificaram 12 horas, chamadas “As 12 Irmãs”. Contando-se primavera, verão, outono e inverno as horas aparecem com idades diferentes, nesta ordem, da jovem e ingênua adolescente até a madura e sábia anciã.
Shait — Divindade egípcia do destino, acompanhava toda a encarnação de cada um anotando seus vícios e virtudes. Ela é quem dava a sentença final após a alma passar pela balança de Maat.
Tamar — Antiga Divindade russa, do tempo, que habitava no céu, de onde regia as estações do ano. Aparece como a virgem que viaja pelo céu montada em uma serpente dourada. Tamar é quem aprisionava o Senhor dos ventos no Verão para soltar no Inverno, para que trouxesse a neve.
domingo, 29 de abril de 2012
EGUNITÁ
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Oxum

Oxum na Religião Yorùbá, é uma Deusa (Orisha) que reina sobre o amor, intimidade, beleza, riqueza e diplomacia.
África
Osun, Oshun, Ochun ou Oxum, na Mitologia Yoruba é um orixá feminino. O seu nome deriva do rio Osun, que corre naIorubalândia, região nigeriana de Ijexá e Ijebu. Identificada no jogo do merindilogun pelos odu ejioko e Ôxê, é representada pelo candomblé, material e imaterialmente, por meio do assentamento sagrado denominado igba oxum.
É tida como um único Orixá que tomaria o nome de acordo com a cidade por onde corre o rio, ou que seriam dezesseis e o nome se relacionaria a uma profundidade desse rio. As mais velhas ou mais antigas são encontradas nos locais mais profundos (Ibu), enquanto as mais jovens e guerreiras respondem pelos locais mais rasos. Ex.: Osun Osogbo, Osun Opara ou Apara, Yeye Iponda, Yeye Kare, Yeye Ipetu, etc.
Em sua obra Notas Sobre o Culto aos Orixás e Voduns, Pierre Fatumbi Verger escreve que os tesouros de Oxum são guardados no palácio do rei Ataojá. O templo situa-se em frente e contém uma série de estátuas esculpidas em madeira, representando diversos Orixás: "Osun Osogbo, que tem as orelhas grandes para melhor ouvir os pedidos, e grandes olhos, para tudo ver. Ela carrega uma espada para defender seu povo."
O Festival de Osun é realizado anualmente na cidade de Osogbo, Nigéria.
O Bosque Sagrado de Osun-Osogbo, onde se encontra o Templo de Osun, é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2005.
Grande desavença
Oxum, Iansã e Obá eram esposas de Xangô. Muitos dizem que Oxum enganou Obá e a induziu a cortar a orelha e colocá-la no amalá de Xangô, criando, com isso, uma grande desavença entre ambas. Mas, na verdade, Obá apenas cortou sua orelha para provar seu amor a Xangô. Muitos difundiram este mito porque Oxum é a deusa da beleza e da juventude, ao passo que Obá tem mais idade e protege as mulheres dignas, idosas e necessitadas, além de trabalhar com Nanã. Quem afirmar que há uma desavença entre Oxum e Obá e que esta é a menos amada por Xangô está totalmente enganado, porque Obá é aquela mulher que fica ao lado do marido e que mais recebe o amor dele. Quanto ao fato de algumas qualidades lutarem entre si, não é por causa da "desavença", que nem é verdadeira, e sim porque as qualidades fazem uma representação de conflitos e guerras do tempo em que tais qualidades estavam na Terra. Do mesmo jeito que, se houver uma qualidade de Iansã que, quando viveu na Terra, teve uma guerra com Ogum, quando ambos incorporarem, representarão uma luta entre si, para mostrar que possuiam certa desavença, e um pouco da história do mundo. Vale lembrar que estamos falando dos ORIXÁS Obá e Oxum, e não de suas qualidades (caminhos). Os orixás tiveram uma história aqui na Terra, e as qualidades, outra. Então, se Iansã tiver um conflito com Ogum, não podemos dizer que a Iansã (ORIXÁ) tem conflito com o Ogum (ORIXÁ), porque quem tem a desavença são suas qualidades, e não os orixás entre si.
Brasil
Oxum é um Orixá feminino da nação Ijexá, adotada e cultuada em todas as religiões afro-brasileiras. É o Orixá das águas doces dos rios ecachoeiras, da riqueza, do amor, da prosperidade e da beleza. Em Oxum, os fiéis buscam auxílio para a solução de problemas no amor, uma vez que ela é a responsável pelas uniões, e também na vida financeira, a que se deve sua denominação de "Senhora do Ouro", que outrora era do Cobre, por ser o metal mais valioso da época.
Na natureza, o culto a Oxum costuma ser realizado nos rios e nas cachoeiras e, mais raramente, próximo às fontes de águas minerais. Oxum é símbolo da sensibilidade e muitas vezes derrama lágrimas ao incorporar em alguém, característica que se transfere a seus filhos, identificados por chorões.
- Candomblé Bantu - a Nkisi Ndandalunda, Senhora da fertilidade e da Lua, muito confundida com Hongolo e Kisimbi, tem semelhanças comOxum.
- Candomblé Ketu - Divindade das águas doces, Oxum é a padroeira da gestação e da fecundidade, recebendo as preces das mulheres que desejam ter filhos e protegendo-as durante a gravidez. Protege, também, as crianças pequenas até que comecem a falar, sendo carinhosamente chamada de Mamãe por seus devotos.
Arquétipo
Seus filhos e filhas são doces, sentimentais, agem mais com o coração do que com a razão e são muito chorões (nem todos os filhos). Também são extremamente vaidosos e conquistadores, adoram o luxo, a vida social, além de sempre estarem namorando.
Qualidades de Oxum
- Kare - veste azul e dourado, cor do ouro. Usa um abebé e um ofá dourados.
- Iyepòndàá ou Ipondá - é a mãe de Logunedé, orixá menino que compartilha dos seus axés. Ambos dançam ao som do ritmo ijexá, toque que recebe o nome de sua região de origem. Usa um abebé (espelho de metal) nas mãos, uma alfange (adaga)[1], por ser guerreira, e um ofá (arco e flecha) dourado, por sua ligação com Oxóssi. É uma das mais jovens.
- Yeyeòkè
- Iya Ominíbú
- Ajagura
- Ijímú
- Ipetú
- Èwuji
- Abòtò
- Ibola
- Oparà ou Apará - qualidade de Oxum, em que usa um abebé e um alfange (adaga) ou espada. Caminha com Oya Onira, com quem muitas vezes é confundida. Diferente das outras Oxuns por ter enredo com muitos Orixás, vem acompanhada de Oyá e Ogum.
Sete folhas mais usadas para Oxum
- Efirin
- Eré tuntún
- Macassá
- Teté
- Ejá Omodé
- Wuê mimolé
- Ewê boyí funfun
Sincretismo
Nas religiões afro-brasileiras é sincretizada com diversas Nossas Senhoras. Na Bahia, ela é tida como Nossa Senhora das Candeias ou Nossa Senhora dos Prazeres. No Sul do Brasil, é muitas vezes sincretizada com Nossa Senhora da Conceição, enquanto no Centro-Oeste e Sudeste é associada ora à denominação de Nossa Senhora, ora com Nossa Senhora da Conceição Aparecida.






