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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Salve a Rainha do Mar!

O que é Iemanjá?
Vamos aprender um pouco sobre nossa Mãe D'agua...

Sobre a história do nosso próprio Brasil...

Iemanjá Iemanjá é um orixá feminino (divindade africana) das religiões Candomblé e Umbanda. O seu nome tem origem nos termos do idioma Yorubá “Yèyé omo ejá”, que significam “Mãe cujos filhos são como peixes”.

Mãe-d'água dos Iorubatanos no Daomé, de orixá fluvial africano passou a marítimo no Norte do Brasil.

No Brasil, a deusa Iemanjá recebe diferentes nomes, dentre eles: Dandalunda, Inaé, Ísis, Janaína, Marabô, Maria, Mucunã, Princesa de Aiocá, Princesa do Mar, Rainha do Mar, Sereia do Mar, etc.


Crendices populares:
Iemanjá é a padroeira dos pescadores. É ela quem decide o destino de todos aqueles que entram no mar. Também é considerada como a “Afrodite brasileira”, a deusa do amor a quem recorrem os apaixonados em casos de desafetos amorosos.


Trono da Geração
Iemanjá é uma Orixá Feminina que rege a Geração da vida em todos os planos de vida e consciência, o amparo a vida em todas suas formas.

O principal elemento dessa orixá é a água salgada , água do mar , o mar ocupa a maior parte do nosso planeta e por essa junção de água e sal forma um potente campo energético espiritual e material que equilibra o planeta e sustenta uma imensidão dos portais multidimensionais que na Terra estão, essa energia é importante nos dois lados tanto no material quanto no espiritual, o mar por si só já mantém a vida , influencia largamente nos ciclos de chuva, está alinhado com as correntes de vento e é um dos polos magnéticos que guia os animais na migração, se você reparar cada elemento de cada Orixá está diretamente ligado ao equilíbrio do planeta Terra, desequilibre um só e todo o sistema natural eclodirá em catástrofes naturais.
Segundo alguns livros o mar em sua parte espiritual habita uma quantidade de seres vivos muito maior do que dezenas de bilhões de seres e não é diferente no lado material, a associação de Geração e vida a Iemanjá é correta pois sem o mar não haveria vida na Terra.
Iemanjá é a Orixá que resguarda toda forma de vida e da origem a ela, é a água que vivifica e o pai Omolu é a terra que amolda os viventes.


O culto a Iemanjá é um dos mais antigos da terra , até mesmo dos mais antigos registros africanos que cultuam os orixás a no mínimo 5 mil anos, podemos dizer isso devido ao fato do ser humano ter o habito de se dirigir ao mar para comemorações, festejar e glorificar, e isso é inconsciente e acontece em todo o planeta, é exatamente energético atração por energias acolhedoras e maternais de mãe Iemanjá.

As vibrações de Iemanjá são ondulantes assim como as ondas do mar, essas vibrações se infiltram no emocional do médium e do consulente diluindo travas emocionais e fermentando mais o amor e o carisma afim de reequilibrar a pessoa nesse sentido.
Iemanjá é vida, geração e também criatividade pois toda forma de vida precisa de adaptação e faz isso com a criatividade , inteligência sadia em pró da continuidade da vida, essa vibração interage nos seres de forma continua e se intensifica quando o ser retorna para o caminho de luz.

Iemanjá é a rainha do mar, pois o rege, o mar é um altar aberto a todos, o maior santuário natural do planeta e nele se diluem energias densas, trévicas,emocionais abalados e desesperados, e tudo isso se deve a energia salina que cura enfermidades do espírito ,queima larvas astrais, e acolhe espíritos desesperados não é a toa que o mar também é chamado de calunga grande, pois em sua parte espiritual há diversos portais que guiam esses espíritos diretamente ao seu plano natural espiritual.
As linhas de trabalhos espirituais onde atuam os guias na Umbanda que são regidos predominantemente por Iemanjá é a linha das Sereias e dos Marinheiros, atuam diretamente com a regência de Iemanjá primeiramente e depois com regências posteriores de outros orixás que vão graduando a coroa de trabalho da entidade espiritual, essas linhas das águas trabalham disseminando esse fator de proteção e geração da vida, com trabalhos de descarregos e da criatividade com trabalhos de abertura dos caminhos tudo isso junto com as vibrações ondulantes que vão arquitetando o terreno emocional do ser para dar impulsos aos demais trabalhos.
Iemanjá é vida e geração! Salve a Rainha do mar, senhora das ondas e da vida!

Data Comemorativa: 08 de Dezembro (Umbanda) 02 de Fevereiro (Candomblé)

Cor: Azul Claro, Prata e Cristalino.

Pontos de força: Mar.

Símbolos: Lua Minguante, Diamante, Ondas e Peixes.

Pedras: Pérola, Água Marinha, Turquesa, Quartzo Azul, Topázio Azul e pedras azuis em geral.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Mãe Oro Iná (Egunitá) – Orixá Cósmico da Justiça



- Nossa amada Mãe Oro Iná (Egunitá) é o trono feminino e cósmico da Justiça Divina junto com nosso amado Pai Xangô. O fator racionalizador de Pai Xangô tem a função de desenvolver no íntimo dos seres a razão ou senso que diferencia o que é certo e o que é errado e o fator energizador de mãe Oro Iná (Egunitá) tem a função de alimentar energeticamente todas as faculdades mentais em equilíbrio.
- Mãe Oro Iná é a divindade do Fogo, fogo que consome, abrasa, queima e purifica os excessos emocionais dos seres desequilibrados, desvirtuados e viciados, é a Orixá que aplica a Justiça na vida dos seres. Não era cultuada na mitologia Yorubá, era colocada como uma qualidade de Iansã, Iansã do fogo e não como Orixá Maior, essa colocação não está errada, pois existe essa qualidade do Orixá Iansã, mas o que devemos esclarecer é que o ar é o primeiro elemento de mãe Iansã e mãe Oro Iná tem como primeiro elemento o Fogo. Mãe Oro Iná é o fogo que atua na irradiação do ar, mas ela não é ar e sim fogo puro.
- Conforme explicado no texto de Pai Xangô abordarei novamente o tema para que não ocorram mais dúvidas:
Como Tronos da Justiça Divina temos: Pai Xangô é o Orixá Universal e Mãe Oro Iná é o Orixá Cósmico e formam um par puro pelo elemento fogo.
Já na linha Elemental da justiça, ígnea por excelência, Xangô e Oro Iná são polos magnéticos opostos, fogo x fogo não se polariza, então eles se polarizam com a linha da Lei, eólica por excelência.
Quando falamos de linha Elemental Pai Xangô (ígneo) polariza com Mãe Iansã (eólica) e Mãe Oro Iná (ígnea) polariza com Pai Ogum (eólico), pois a justiça não vive sem lei e a lei não vive sem justiça, criando a linha mista da Umbanda. Lei e Justiça são inseparáveis, mãe Oro Iná aplica a justiça nos campos da Lei, com isso entendido, não há mais porque confusões, certo?
- Cito aqui o nome Egunitá porque nas literaturas do Pai Rubens Saraceni aparece esse nome como a mãe Orixá Cósmico da Justiça Divina, esse nome foi emprestado, pois o nome dessa amada mãe era impronunciável e quando Pai Rubens recebeu um nome identificador para nossa mãe que fosse pronunciável para nós, substitui pelo nome Oro Iná, mas ainda encontramos o nome anterior em alguns livros.
- Mãe Oro Iná é o fogo que consome e purifica os vícios emocionais dos seres e seus desequilíbrios mentais que os tornam insensíveis a dor alheia, portanto as divindades possuem suas funções na criação divina e como Orixá Cósmico essa amada mãe, para manter o equilíbrio na criação divina, atua em nossas vidas sem que precisamos pedir, e é implacável nas suas atuações, mas devemos entender que toda ação das divindades em nossas vidas, será para nos beneficiar, até mesmo quando nos paralisam, pois estão evitando que continuemos a nos prejudicar e a nossos semelhantes e assim evitam que continuemos num caminho errado que poderá ser sem retorno porque ao invés de evoluirmos estaremos regredindo, então é melhor sermos paralisados e esgotados dos nossos negativismos e termos uma nova oportunidade evolutiva.
- Sempre que agirmos de maneira errada e fora da Lei Maior, a Justiça Divina nos punirá e no polo punidor da Justiça está nossa amada Mãe Oro Iná com seu fogo da purificação das injustiças, quando damos mal uso aos conhecimentos mágicos que adquirimos na Umbanda, estamos afrontando a lei e não tenham dúvidas que mãe Oro Iná entrará na nossa vida pelo polo negativo do nosso triangulo de forças, onde temos no alto nosso Orixá ancestral, na direita nosso Orixá de frente e na esquerda nosso Orixá adjunto, nos incandescendo para consumir nosso negativismo, ou entrará em ação pelo polo positivo do nosso triangulo de forças e consumira nosso calor, nos tornando apáticos e frios perante as práticas imagísticas de umbanda.
- O fogo consumidor de vícios, negativismos, desequilíbrios de nossa amada Mãe Oro Iná é muito temido pelos seres que estão nas faixas vibratórias negativas, pois o fogo que purifica se alimenta das energias negativas que são geradas por esses seres.
- Com tudo isso explicado, não devemos temer essa amada mãe, mas devemos pedir o seu auxilio divino para que nos purifique dos nossos vícios e desequilíbrios, nos ampare e nos proteja para que andemos, sempre, nos caminhos retos da Lei Maior e da Justiça Divina, pois se andarmos nos caminhos retos não precisaremos temer nada, pois o ditado da Justiça Divina é claro: Quem deve paga e quem merece recebe, depois não adianta reclamar, certo?
- E como sempre digo: a Justiça Divina não tarda e nem falha, ela chega no momento e na hora certa, e é infalível e implacável.
Pedra: Ágata de Fogo
Vela: Laranja ou vermelha
Oferendas: em Pedreiras e caminhos
Ervas: arruda, alecrim, gérbera.
Flores: Flores vermelhas e laranja e Palmas vermelhas.
Frutas: Laranja, abacaxi, uva, caqui, tamarindo e todas as frutas ácidas.
Saudação: Kali Yê minha mãe
Fontes: Código de Umbanda; Anotações de Aula, Inspiração e estudo.
O Conhecimento Liberta! Estudem!
Oração a Mãe Oro Iná:
“Amada Mãe Oro Iná irradie sobre cada um de nós vossas irradiações vivas e divinas da justiça, nos cubra com seu manto de luz, purifique nossas emoções negativas, que são nossos vícios e que nos impedem de seguirmos no caminho evolutivo, estimule e desperte em nós as nossas virtudes, o equilíbrio em todos os campos e sentidos de nossas vidas para que possamos atuar sempre de maneira justa e reta dando bom uso a tudo que aprendermos nos tornando templos vivos de nosso amado Pai Maior e assim sermos merecedores do seu amparo e proteção. Envolva-nos amada Mãe, em sua proteção cósmica, nos dando firmeza de caráter e com seu fogo consumidor e purificador nos proteja dos espíritos desequilibrados sejam eles encarnados e desencarnados, nos fortaleça e nos energize, com seu fogo vivo e divino, nos colocando sempre nos caminhos retos da lei maior e da justiça divina que irão nos conduzir na nossa caminhada evolutiva rumo ao nosso divino Criador. Amém!!”
Kali yê amada mãe Oro Iná
Fontes: Código de Umbanda; Anotações de Aula, Inspiração e estudo.
Como diz o ponto de Umbanda:
"Dona do fogo, descarrega o meu congá! Purifica esse terreiro pro seus filhos trabalhar!
Vem de Aruanda mãe guerreira Egunita, ilumina nossa banda, vem na Umbanda trabalhar!"
O Conhecimento Liberta! Estudem!
Muito Axé
Namastê
bjks
Carla Real
Sacerdotisa de Umbanda/ Terapeuta Naturopata

terça-feira, 24 de março de 2015

Irôko Tempo



Irôko é considerado um orixá raro e tratado como tal, ou seja; possui poucos filhos e raramente se vê Irôko manifestado nos terreiros de umbanda.


Irôko
 é um orixá muito antigo. Irôko foi à primeira árvore plantada e pela qual todos os outros orixás desceram à Terra. Irôko é a própria representação da dimensãoTempo na umbanda.
Iroko, Iroco ou Roko (do iorubá Íròkò) é um orixá cultuado no candomblé  e umbanda do Brasil pela nação Ketu e, como Loko, pela nação Jeje. Corresponde ao Inquice Tempo na nação Angola ou Congo.
O culto a Iroko é um dos mais populares e as relações com esta divindade quase sempre se baseiam na troca: um pedido feito, quando atendido, sempre deve ser pago pois não se deve correr o risco de desagradar Irôko, pois ele costuma perseguir aqueles que lhe devem.


Culto a Irôko


Na África, a morada de Irôko é a árvore iroko, Milicia excelsa (antes classificada como Chlorophora excelsa), chamada “amoreira africana” na África de língua portuguesa. É uma árvore majestosa, encontrada da Serra Leoa à Tanzânia, que atinge 45 metros de altura e até 2,7 metros de diâmetro.


No Brasil, onde essa árvore não existe, diz-se queIrôko habita a gameleira branca, Ficus gomelleira ouFicus doliaria (também chamada figueira-branca, guapoí, ibapoí, figueira-brava e gameleira-branca-de-purga). Nos terreiros, costuma-se manter uma dessas árvores como morada de Irôko, assinalada por um “ojá” (laço de pano branco) ao seu redor.
  • Dia da Semana: terça-feira.
  • Cores: branco, verde (ou cinza) castanho
  • Símbolo: tronco
  • Domínios: Ancestralidade
  • Saudação: Iroko Issó! Eró! Iroko Kissilé!

Características dos filhos de Irôko

Os filhos de Irôko são tidos como faladores, ciumentos, camaradas, inteligentes, competentes, teimosos, turrões e generosos. Gostam de diversão: dançar e cozinhar; comer e beber bem.
Apaixonam-se com facilidade e gostam de liderar. Dotados de senso de justiça, são amigos queridos, mas também podem ser inimigos terríveis, no entanto, reconciliam-se facilmente. Um grande defeito dos filhos deste orixá, sabido entre as pessoas que frequentam os terreiros de umbanda; é o facto de não conseguirem guardar segredos.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

BARÁ ADGELU




Meu nome é Adgelu, tenho sete anos de idade e muitas histórias para contar, nasci no mês de Junho o dia e o ano não lembro, mas algumas pessoas comemoram meu aniversário no dia 13 do mesmo mês, na mesma data de um santo católico chamado Santo Antônio, muitas me idolatram como o menino no colo do santo.
Minha mãe é muito bonita, mas passo muito pouco tempo com ela, meu pai é meu melhor amigo, grande protetor, cuida em todos os meus passos.
Ele e minha mãe não são casados e poucas vezes puderam me ver os dois juntos.
Complicado, cresci ou pelo menos aprendi a me virar sozinho, conheço muitos lugares, muitas estradas andei, em muitos cruzeiros brinquei, mas adoro a areia da praia, faço castelos, desenhos, correr, me enterrar na areia e depois banho somente as pontas dos pés na água, por que o resto do corpo tenho medo.
Na praia me torno menino de recados, faço favores aos mais velhos que me adotaram como se fosse seus filhos de verdade, me tratam muito bem, e sempre dão algum tipo de doce para comer.
Na rua gosto de brincar de bolinhas de gude, bola, apostar corrida e carrinho de rolimã nas ladeiras.
Ganhei de meu pai uma corrente de aço, que nunca tirei do pescoço, é uma espécie de proteção para que ele sempre esteja perto de mim, na verdade isso me faz ser respeitado apesar de minha idade, em qualquer lugar que ando, por onde passo, ganho preferência em tudo, quando percebem que uso a corrente de meu pai fazem de tudo por mim,posso entrar e sair de qualquer lugar, e sempre sou servido primeiro na hora das refeições.
Por todo o lugar que passo faço amizades, tenho diversos amigos e sempre quando precisam me chamam, em troca sou muito bem tratado em qualquer lugar.
Meus amigos são velhos, meia idade, crianças, jovens, pescadores, caçadores, reis, rainhas, guerreiros, guerreiras, mulheres e outros mais espalhados por todos os lugares que existem.
Sou um garoto de rua, mas com identidade, de rua por natureza de praia por opção, conheço todos os caminhos que levam algum lugar, conheço quem mora e quem comanda esse lugar, nesses lugares sou muito bem tratado, por isso não sou órfão na verdade sou amado,querido e desejado,sei muitos truques aprendi com meu pai,sei da vida de muita gente, aprendi com meus amigos, sei de muitas histórias tristes contadas pelos velhos,sei todos os tipos de brincadeiras porque brinco com todas as crianças.
Adoro festas, adoro doces e guloseimas, gosto de milho, pipoca é muito fácil me conquistar, Sou criança!
Mas também sei agir como adulto, velho, jovem sei ser o que quiser, me disfarço, posso enganar para pregar peça nos outros.
Não sei se sou real, na mente de muitos sou apenas uma força da natureza,invocada,chamada para servir e ser servido, apareço nos sonhos, nas festas alegres, mas fujo quando tem confusão.
Tenho vários nomes, varias qualidades e sou idolatrado de diversas formas, sou simples e humilde e gosto de pessoas que também sejam o mesmo, adoro ajudar a quem precisa e me procuram em troca recebo brinquedos e guloseimas.
Chego sem que percebam, vou embora sem que me notem, danço, grito, faço gestos que remetem a um tempo que já não existe mais.
Minha origem é africana, sou cultuado na áfrica como uma qualidade de Exu criança, no Brasil tenho várias denominações uma delas é Orixá Bará Agelú, sou presente em muitos lados, em alguns jamais poderei responder pelo Ori de uma pessoa(cabeça) em outros sou pai de Ori(cabeça).
É sou grande perante aos outros, pequeno diante de tantos, mas tão importante quanto meu grande mestre e criador Oxalá.
Minha história é contada de várias formas em diversos contextos misturada a outros orixás que admiro e hoje andam comigo e me guardam.
No Batuque cultuado no Rio grande do Sul sou cultuado como Orixá Criança, respondendo junto com o povo de praia, sendo eles, Oxalá, Iemanjá e Oxum.
Ao mesmo tempo sou cruzeiro, junto com: Bará Lodê, Bará Adague, Bará Lanã, Ogum Avagã, Ogum Megê, Ogum Onira, Ogum Adiolá e Iansã Timboá, Amadê, Oyá e Obá.
Também existem outros orixás não citados que podem responder em cruzeiros, sendo eles específicos ou não.
O mais incrível em ser considerado um orixá, é poder observar como as pessoas são tão diferentes uma das outras, mas sempre acabam fazendo tudo muito igual, tenho muitas histórias para contar, e vai ser neste site de tempos em tempos que vou registrar minhas trajetórias na cultura africanista Brasileira. Aguardem!
Bará é o primeiro Orixá do panteon Africano é dinâmico e jovial. É o intermediário entre os homens e as divindades, considerado o mensageiro. Dono dos caminhos e das encruzilhadas simboliza o movimento, abre e fecha os caminhos. É um Orixá das questões relacionadas a dinheiro e trabalho. É ao Bará que pedimos abertura nos negócios financeiros, pedimos que levassem aos demais Orixás os nossos pedidos e agradecimentos, não teremos êxito sem antes pedirmos e ofertarmos algo ao Orixá Bará. Os Barás dividem-se em dois tipos os de dentro de casa, Bará Agelú, Lanã, Adague, considerados mais calmos em relação à Bará Lodê, o Bará da rua, o Bará Lodê é o guardião do templo e por isso deve ser cumprimentado por primeiro ao entrar num terreiro de batuque

Retirado do site: http://anderson-de-bara-agelu.webnode.com.br/products/bara-adgelu/

terça-feira, 5 de junho de 2012

Obá




Obá na Umbanda tem seu culto difundido principalmente entre os seguidores da religião que são influenciados pelo sacerdote e escritor Rubens Saraceni. Na concepção destes umbandistas é um orixá ligado ao Trono Feminino do Conhecimento, através da absorção do conhecimento em desequilíbrio para a sua posterior recondução ao equilíbrio do ser. Assim, acaba por punir quem faz mau uso dos conhecimentos, dado que são qualidades divinas. Obá ajuda na superação da dispersão ou confusão mental. Possui como elemento a terra úmida e fértil que sustenta os vegetais, daí sua ligação com Oxóssi, orixá com o qual chega a formar um par terra-vegetal.

Tem por cor o magenta terroso ou a combinação verde com marrom. A pedra associada à Obá é a madeira petrificada (fossilizada). No sincretismo é associada à Santa Joana d'Arc.



Obá é a orixá que aquieta e densifica o racional dos seres, já que seu campo preferencial de atuação é o esgotamento dos conhecimentos desvirtuados.

Comentar sobre nossa amada mãe Obá é motivo de satisfação, pois, nas lendas, resumem sua existência ao papel de esposa repudiada por Xangô. Mas, justiça lhe seja feita, as lendas vêm sendo repetidas a tanto tempo, e às vezes de forma tão empobrecida pelas transmissões orais que, até como lendas, deixam a desejar e mostram como é deficiente o conhecimento sobre o campo de ação dos orixás. 

Saibam que a orixá Obá que nós conhecemos e aprendemos a amar e reverenciar é uma divindade regida pelos elementos terra e vegetal, e forma com Oxóssi a terceira linha de Umbanda Sagrada, que rege o Conhecimento. Oxóssi está assentado no pólo positivo e irradiante desta linha e Obá está assentada em seu pólo negativo ou cósmico, que é absorvente.

Esta lenda, na verdade, refere-se a um rei que, como herdeiro das qualidades de Xangô, tinha várias esposas, que também se apresentavam como herdeiras das qualidades das orixás femininas. E, se o que esta lenda conta é verdade, no entanto só se refere a personagens humanos que eram tidos na conta de semideuses. Mas é só, porque esta história de orixá disputar pelejas tipicamente humanas e carnais, está mais para coisas humanas de que mistérios divinos. E, não tenham dúvidas de que os orixás são mistérios divinos que foram, em muitos casos, descaracterizados pelas próprias lendas, que visam eternizá-los na mente e nos corações humanos.

Saibam que Obá é uma orixá cósmica cujo elemento original é a terra, pois ela é orixá telúrica por excelência e atua nos seres através do terceiro sentido da vida, que é o Conhecimento, que desenvolve o raciocínio e a capacidade de assimilação mental da realidade visível, ou somente perceptível, que influencia nossa vida e evolução continua. Já o seu segundo elemento é o vegetal. Enquanto o orixá Oxóssi, o mitológico caçador, estimula a busca do conhecimento (evolução), Obá atrai e paralisa o ser que está se desvirtuando justamente porque assimilou de forma viciada os conhecimentos puros.

O culto à orixá Obá iniciou-se a quatro milênios atrás com a irradiação simultânea de uma de suas qualidades ou aspectos, a várias partes do mundo, quando, então, ela se humanizou.

E se nossa amada mãe Obá já recolheu boa parte de seus filhos encantados que se espiritualizaram, muitos ainda estão evoluindo nos dois lados da dimensão humana.

Muitos dos seus filhos são, hoje e na Umbanda, alguns dos mais silenciosos exus e das mais discretas pomba-giras, dos mais aguerridos caboclos e caboclas, resolutos nas suas ações, precisos nos seus conselhos, e não são de muita conversa quando sentem que o conhecimento que trazem não é assimilado por seus médiuns ou pelas pessoas que os consultam.

Agora, deixando os aspectos individuais ou comentários de apoio, o fato é que nossa amada mãe Obá é uma divindade planetária, regente do pólo negativo da linha do Conhecimento, que é a terceira linha de forças de Umbanda Sagrada.

Ela e Oxóssi formam esta linha e atuam em pólos opostos: enquanto ele estimula a busca do conhecimento, ela paralisa os seres que se desvirtuaram justamente porque adquiriram conhecimentos viciados, distorcidos ou falsos.

O campo onde Obá mais atua é o religioso. Como divindade cósmica responsável por paralisar os excessos cometidos pelas pessoas que dominam o conhecimento religioso, uma de suas funções é paralisar os conhecimentos viciados e aquietar os seres antes que cometam erros irreparáveis.

O ser que está sendo atuado por Obá começa a desinteressar-se pelo assunto que tanto o atraia e torna-se meio apático, alguns até perdendo sua desvirtuada capacidade de raciocinar.

Então, quando o ser já foi paralisado e teve seu emocional descarregado dos conceitos falsos, ai ela o conduz ao campo de ação de Oxóssi, que começará a atuar no sentido de redirecioná-lo na linha reta do conhecimento.

É certo que esta atuação que descrevemos é a que Obá realiza através do seu aspecto positivo ou luminoso, por onde fluem suas qualidades, atributos e atribuições positivas.

Mas como todo orixá cósmico, ela também possui seus aspectos negativos, que ativa sempre que é preciso acelerar a paralisação de um ser que, com seus conhecimentos, está prejudicando muitas pessoas e atrapalhando suas evoluções pois está induzindo-as a seguirem em uma direção contrária à que a Lei Maior reservou-lhes.

Saibam que todas as doutrinas religiosas rígidas e rigorosas com seus adeptos têm a sustentá-las a silenciosa atuação de nossa amada mãe Obá.

Vasto é o campo de atuação de nossa amada mãe Obá e aqui não dá para mostrá-lo todo. Mas acreditamos que os filhos de Umbanda já entenderam onde e quando ela atua.

E, porque ela atua de forma silenciosa e vai paralisando os seres que dão mau uso ao dom do raciocino e aos conhecimentos adquiridos, e atua preferencialmente no campo religioso, então está na hora de resgatar os aspectos luminosos dessa amada mãe cósmica e lançar no lixo religioso a lenda que denigre sua imagem humana, pois foi por amor a nós, espíritos humanos, que ela se humanizou e ajudou a acelerar nossa evolução.

Que fiquem propagando sua falsa humanização os que um dia haverão de conhecer as verdades sobre Obá, mas nos domínios de seus aspectos negativos.

Oyá





É a orixá do Tempo e seu campo preferencial de atuação é o religioso, onde ela atua como ordenadora do caos religioso
O “Tempo” é a chave do mistério da Fé regido pela nossa amada mãe Oiá, porque é na eternidade do tempo e na infinitude de Deus que todas as evoluções acontecem. A orixá Oiá forma um pólo magnético vibratório e energético oposto ao do orixá Oxalá, e ambos regem a linha da Fé, que é a primeira das Sete Linhas de Umbanda, que são as sete irradiações divinas do nosso Criador. Logo, o campo de atuação de nossa amada mãe Oiá é o campo da fé, onde flui a religiosidade dos seres, todos em continua evolução.

Oiá é a regente cósmica da linha da Fé, e tempo é o vazio cósmico onde são retidos todos os espíritos que atentam contra os princípios divinos que sustentam a religiosidade na vida dos seres.

“Tempo”, eis as qualidades, atributos e atribuições negativas de Oiá, de que tanto falamos e alertamos aos supostos pais de Santo ou magos negros que recorrem ao “Tempo” para prejudicar seus semelhantes com seus ebós sujos e suas magias negras. Oiá é a orixá regente do pólo negativo da linha da Fé, que é a primeira das Sete Linhas de Umbanda e, com Oxalá assentado em seu pólo positivo, dão sustentação a todas as manifestações da fé e dão amparo a todos os “sacerdotes” virtuosos e guiados pelos princípios divinos estimuladores da evolução religiosa dos seres.

Quando Oiá “vira no tempo”, seja contra um seu filho direto quanto um seu filho indireto (que têm a coroa regida por outros orixás), então sua vidaentra em parafuso e só deixará de rodar quando esgotar tudo de desregrado e desvirtuado que nela existia. Isto é Oiá, amados filhos dos orixás! Mãe religiosa por sua excelência divina, mas mãe rigorosa por sua natureza cósmica, cujo principal atributo junto dos espíritos humanos é o de esgotar o lobo sanguinário que oculta-se por baixo da pele de cordeiro.

Enquanto Oxalá é irradiante, Oiá é absorvente, e enquanto os filhos de Oxalá são extrovertidos, os de Oiá são introspectivos e até um tanto tímidos, pois a natureza forte de sua mãe divina exige deles uma certa “beatitude” 9já que, das mães divinas, ela é a mais ciumenta por seus filhos amados e a mais rigorosa com os seus filhos relapsos. Isto é Oiá, amados filhos das nossas amadas mães divinas!

Se ela é assim, é porque ela é a orixá que, junto com Oxalá, rege a primeira linha de Umbanda, que é a linha da Religiosidade. Logo, os filhos de Umbanda, que têm em Oxalá o divino Pai da Fé, também devem cultuar a divina mãe Oiá. Com ele no pólo positivo e ela no pólo negativo, forma-se o par dos orixás excelsos que regem a linha da Fé e estimulam a religiosidade nos seres.
Oyá – O Trono Feminino da Fé
Logunan / Oyá-Tempo, Éos, Moiras, Andrômeda, Horas, Nornes, Rodjenice, Tara, Nut, Shait,  Arianhod, Aya, Tamar, Mora, Menat, Tanith, Nicnevin, Comentário.

Oyá-Tempo — Divindade de Umbanda, é o Trono Feminino da Fé, absorve a fé em desequilíbrio, de forma ativa, reconduzindo o ser a caminho de seu equilíbrio. Cósmica, pune quem dá mau uso ou se aproveita desta qualidade divina com más intenções.
Fator cristalizador e temporal é o próprio espaço-tempo onde tudo se manifesta. Lembrando que nossa relação de espaço-tempo depende totalmente da movimentação dos astros no espaço, da onde vêm conceitos como dia e noite juntamente com nosso senso cronológico. Dizemos que é uma divindade atemporal, pois é em si o próprio tempo não estando sujeita a ele, mas regendo seu sincronismo.
Elemento cristalino. Religiosamente goza de posição de destaque, pois rege a própria religiosidade no ser.
Sua cor é o branco e o preto, que é a presença de todas as cores ou a ausência de todas (em seu aspecto de absorção e esgotamento da religiosidade desvirtuada e dos excessos cometidos em nome da fé). Simbolizada pela espiral do tempo, se manifesta em todos os locais, assim como Oxalá com o qual faz um par nesta linha da fé. Cor: Branco e preto ou fumê. Pedra: Quartzo fumê rutilado.

Éos — Divindade grega, conhecida entre os romanos como Aurora, filha de Hipérion com Teia. Irmã de Hélio (o Sol) e Selene (a Lua). Era sua tarefa abrir todas as manhãs os portões do céu para deixar sair a carruagem do Sol. Teve muitas uniões e muitos filhos, entre os quais podemos citar os Ventos e os Astros.
Moiras — Divindades gregas, conhecidas como Parcas entre os romanos. São três irmãs, responsáveis pelo tempo e por tecer os fios de nosso destino. Aparecem humanizadas como anciãs encantadas. Seus nomes são Lachesis, Cloto e Átropos. Filhas de Nyx, a Noite, são elas que tecem os fios de nossa vida e destino. Cloto, “a tecelã”, tecia o fio da vida; Lachesis, “a medidora”, media o comprimento certo de cada fio, e Átropos, “a inevitável”, o cortava com sua tesoura.
Andrômeda — Divindade grega das estrelas e planetas, vista como sendo a própria constelação que leva o seu nome.
Horas — Divindades gregas, originariamente a palavra Hora era utilizada para determinar as estações do ano que se dividia apenas em três, Primavera, Verão e Inverno. São filhas de Zeus e Têmis, Eunomia (a Boa Ordem), Dicéa (a Justiça) e Irene (a Paz). Quando surge o conceito de Outono e Solstício de Inverno, duas novas horas aparecem na mitologia, Carpo e Talate, guardiãs dos frutos e flores. Quando os gregos dividiram os dias em 12 partes iguais, os poetas identificaram 12 horas, chamadas “As 12 Irmãs”. Contando-se primavera, verão, outono e inverno as horas aparecem com idades diferentes, nesta ordem, da jovem e ingênua adolescente até a madura e sábia anciã.

Nornes — Divindades nórdicas do tempo e do destino se dividem em Urdhr, a avó anciã (passado), Verdanti, a mãe matrona (presente) e Skuld, a jovem (futuro).

Rodjenice — Divindades eslavas do destino, eram três mulheres que teciam os fios da vida assim como as parcas gregas e nornes nórdicas, eram oferecidas a elas as primeiras porções de comida das comemorações batismais, assim como a placenta do bebê, enterrada ao lado de uma árvore. Eram conhecidas por Rodjenice, Sudnice e Sudjenice ou Fatit, Ore e Urme.

Tara — Divindade hindu, regente do céu e das estrelas, senhora do tempo.

Nut — Divindade egípcia, Divindade do céu, seu corpo forma a abóboda celeste, aparece curvada como um arco sobre a Terra. Nut é o próprio céu, o espaço onde tudo acontece. Representada por uma vaca, também tem a função de recolher os mortos em seu império. 
Shait — Divindade egípcia do destino, acompanhava toda a encarnação de cada um anotando seus vícios e virtudes. Ela é quem dava a sentença final após a alma passar pela balança de Maat.

Arianrhod — Divindade celta, guardiã da “roda de prata” que circunda as estrelas, símbolo do tempo e do carma. Deusa da reencarnação tem como símbolo a própria espiral do tempo.Divindade dos ancestrais celtas vive em sua própria dimensão com suas sacerdotisas. Decide o destino dos mortos levando-os para sua morada ou para a Lua.  Aparece no Mabinogion, uma coleção de relatos escritos entre o século XI e XIII d.C., como filha de Don e mãe dos gêmeos Lleu Llow Gyffes e Dylan.

Aya — Divindade babilônica, “Aurora”, esposa do deus-sol babilônico Shamash. 
Tamar — Antiga Divindade russa, do tempo, que habitava no céu, de onde regia as estações do ano. Aparece como a virgem que viaja pelo céu montada em uma serpente dourada. Tamar é quem aprisionava o Senhor dos ventos no Verão para soltar no Inverno, para que trouxesse a neve.

Mora — Divindade eslava do tempo e do destino. Aparece como divindade branca e alta para dar a vida, e como negra, olhos de serpente e patas de cavalo para ceifar a vida.

Menat — Antiga Divindade árabe que teve seu culto abolido por Maomé e o Islã. Essa divindade representa a força do destino, senhora do tempo e da morte, aparece sob a forma de anciã.

Tanith — Divindade cartaginense, regente do céu. Aparece com asas tendo o Zodíaco a lhe envolver a cabeça. Usa um vestido repleto de estrelas trazendo em suas mãos o Sol e a Lua.

Nicnevin — Divindade escocesa que rodopia o céu durante a noite para conduzir as almas em sua passagem.

Comentário: O Trono Feminino da Fé, Oyá-Tempo, encontrado em várias culturas, nos mostra uma divindade que, não estando sujeita ao tempo, torna-se atemporal. Passa a regular tudo o que se refere a estações do ano e clima, também mostrando-se presente como o espaço onde tudo acontece, a abóbada celeste, pois a relação espaço-tempo também depende dela. Na Umbanda, pode ser sincretizada com Santa Clara, sempre evocada para resolver as questões relacionadas ao clima e ao tempo, pela maioria das pessoas.

Textos com Base em leituras de Alexandre Cumino e Rubens Saraceni

domingo, 29 de abril de 2012

EGUNITÁ





Egunitá é o orixá cósmico aplicador da Justiça Divina na vida dos seres racionalmente desequilibrados.

Fogo, eis o mistério de nossa amada mãe Egunitá, regente cósmica do Fogo e da Justiça Divina que purifica os excessos emocionais dos seres desequilibrados, desvirtuados e viciados.

Os hindus nos legaram uma divindade cósmica do fogo, punidora das falhas, dos erros e das paixões humanas por excelência. Kali, no panteão hindu, é uma divindade temida e evitada por todos os que desconhecem seu mistério e o porquê de sua existência em oposição à de Agni, o Senhor do Fogo Divino, do fogo da Fé.?

O fato é que todas as irradiações divinas, enquanto são apenas essências, são neutras. Mas quando se condensam e dão origem aos elementos, ai se polarizam em todos os sentidos e assumem naturezas bem distintas. Pois ai, no fogo, surgem Agni e Kali. Ele é o fogo em seu aspecto positivo e ela o é em seu aspecto negativo, ou o fogo da purificação das ilusões humanas.

Agni é o fogo da fé e Kali é o fogo das paixões humanas.
Agni é pólo masculino e Kali é pólo feminino.
Agni é passivo e irradiante e Kali é ativa e atratora.
Agni ilumina o ser e Kali o toma rubro.
Agni é o raio dourado e Kali é o raio rubro.
Agni é a serpente flamigea da Fé e Kali é a serpente rubra da paixão.
Agni é a chama que aquece e Kali é o braseiro que queima.


Esperamos que tenham entendido que, se recorremos às divindades hindus Agni e Kali, foi para mostrar como um mesmo elemento possui dois pólos, duas naturezas, duas formas de nos alcançar e de nos estimular ou de nos paralisar; de acelerar ou paralisar nossa evolução; de estimular nossa fé ou de esgotar nossos emocionais desequilibrados.

Agora, coloquem no lugar de Agni o nosso amado orixá Xangô e no lugar de Kali a nossa amada mãe Egunitá e teremos os mesmos aspectos divinos, mas irradiados por divindades humanizadas em solo africano. Teremos a linha pura do fogo elemental, cujas energias incandescentes e flamejantes tanto consomem os vícios quanto estimulam o sentimento de justiça, que são as qualidades, atributos e atribuições de Xangô e Egunitá: aplicar a Justiça Divina em todos os sentidos da vida!

Afinal, ou entendemos as divindades a partir da ciência ou até o ano 3000 d.C. ainda estaremos adorando-as somente através dos fenômenos da natureza. E não é isto que elas desejam de nós, e não foi para isto que deram inicio à sua renovação através da Umbanda, certo?

Nossa mãe Egunitá é fogo puro e suas irradiações cósmicas absorvem o ar pois seu magnetismo é negativo e atrai este elemento, com o qual se energiza e se irradia até onde houver ar para dar-lhe esta sustentação energética e elemental.

Como Egunitá (fogo) é feminina, ela se polariza com Ogum (ar), que é masculino e lhe dá a sustentação do elemento que precisa, mas de forma passiva e ordenada. Só assim suas irradiações acontecem de forma ordenada e alcançam apenas o objetivo que ela identificou.

Se ela polarizasse com Iansã, suas energias não seriam irradiadas porque aconteceria uma propagação delas na forma de labaredas, já que as duas são de magnetismo e elemento feminino. Eis ai a chave das polarizações, que obedecem a uma ordenação das irradiações através dos magnetismos.

O inverso acontece com Ogum, que é passivo e só se torna ativo em seu segundo elemento, que é o fogo que o alimenta, aquecendo-o e energizando suas irradiações. Ogum, enquanto aplicador da Lei, atua nos campos da justiça como aplicador das sentenças.

Logo, se Ogum absorver o fogo de Xangô, que também é passivo em seu magnetismo, este fogo só irá consumir o ar de Ogum e não irá gerar a energia ígnea que fluiria como calor através das irradiações retas do seu magnetismo, que é passivo.

Ogum é passivo no magnetismo eólico e ativo em seu segundo elemento, que é o fogo que energiza (aquece) o ar.

Ogum irradia em linha reta (irradiação continua). Xangô irradia em linha reta (irradiação continua). Iansã irradia em espirais (irradiação circular). Egunitá irradia por propagação (irradiação propagada).

Xangô polariza com Iansã, e suas irradiações passivas se tornam ativas no ar (raios); Egunitá polariza com Ogum, e suas irradiações por propagação magnética assumem a forma de fachos flamejantes.

Observem que Lei e Justiça são inseparáveis e para comentarmos Egunitá temos de envolver Ogum, Xangô e Iansã, que são os outros três orixás que também se polarizam e criam campos específicos de duas das Sete Linhas de Umbanda. Ela é cósmica (negativa) e seu primeiro elemento é o fogo, que se polariza com seu segundo elemento que é o ar. Portanto, como o fogo é o elemento da linha da Justiça, ela é uma divindade que aplica a Justiça Divina na vida dos seres.

E, porque o ar é o seu segundo elemento, que a alimenta e energiza e é o elemento da linha da Lei, ela é uma divindade que aplica a justiça como agente ativa da Lei e consome os vícios emocionais e os desequilíbrios mentais dos seres. Os vícios emocionais tornam os seres insensíveis à dor alheia. Os desequilíbrios mentais transformam os seres em tormentos para seus semelhantes.

As divindades têm uma função a realizar e nós sempre seremos beneficiários de sua atuação. Quando nos paralisam, também estão nos ajudando, pois estão evitando que continuemos trilhando um caminho que nos conduzirá a um ponto sem retorno.

Ela é a executora da Justiça Divina nos campos da Lei, regidos por Ogum no pólo positivo da linha pura da Lei.
OFERENDA
  • 7 velas vermelhas.

  • 7 velas douradas.

  • 7 velas azuis.

  • 7 velas amarelas.

  • 13 velas brancas.

  • 1 copo com água.

  • 1 copo com licor de menta.

  • 1 pemba branca.

  • 1 pemba vermelha.

  • VELAS EGUNITÁ














    Observem que as 13 velas brancas formam duas linhas, uma vertical e outra horizontal, dentro do losango. Após firmar este ponto de forças de Egunitá no solo, deve-se, então, colocar dentro do losango um copo com licor de menta e outro com água, uma pemba branca e outra vermelha.

    Depois se deve cercar a oferenda com flores de palmas vermelhas, para só então se apresentar a ela, solicitando que ela atue a seu favor com seus aspectos (qualidades, atributos e atribuições) positivos, que são os que a Umbanda permite, aceita e a eles recorre para anular os aspectos negativos utilizados pelos magos negros que pululam na periferia da Umbanda e do Candomblé, mas em uma faixa sombria e negativa, totalmente fora da Lei, mas dentro da faixa vibratória onde Egunitá atua com seus aspectos negativos, executando seres que atuam de forma contrária aos princípios luminosos da Lei Maior.

    Sempre que se oferendar à orixá Egunitá, deve-se oferendar à senhora Pomba-gira do Fogo com rosas vermelhas, velas vermelhas e champanhe rosé.


    TRECHOS EXTRAÍDOS DO LIVRO "O CÓDIGO DE UMBANDA" DE RUBENS SARACENI

    segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

    Oxum


    Oxum na Religião Yorùbá, é uma Deusa (Orisha) que reina sobre o amor, intimidade, beleza, riqueza e diplomacia.

    África

    Osun, Oshun, Ochun ou Oxum, na Mitologia Yoruba é um orixá feminino. O seu nome deriva do rio Osun, que corre naIorubalândia, região nigeriana de Ijexá e Ijebu. Identificada no jogo do merindilogun pelos odu ejioko e Ôxê, é representada pelo candomblé, material e imaterialmente, por meio do assentamento sagrado denominado igba oxum.

    Rio Osun em Osogbo (Foto Alex Mazzeto).

    É tida como um único Orixá que tomaria o nome de acordo com a cidade por onde corre o rio, ou que seriam dezesseis e o nome se relacionaria a uma profundidade desse rio. As mais velhas ou mais antigas são encontradas nos locais mais profundos (Ibu), enquanto as mais jovens e guerreiras respondem pelos locais mais rasos. Ex.: Osun Osogbo, Osun Opara ou Apara, Yeye Iponda, Yeye Kare, Yeye Ipetu, etc.

    Em sua obra Notas Sobre o Culto aos Orixás e Voduns, Pierre Fatumbi Verger escreve que os tesouros de Oxum são guardados no palácio do rei Ataojá. O templo situa-se em frente e contém uma série de estátuas esculpidas em madeira, representando diversos Orixás: "Osun Osogbo, que tem as orelhas grandes para melhor ouvir os pedidos, e grandes olhos, para tudo ver. Ela carrega uma espada para defender seu povo."

    O Festival de Osun é realizado anualmente na cidade de Osogbo, Nigéria.

    O Bosque Sagrado de Osun-Osogbo, onde se encontra o Templo de Osun, é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2005.


    Grande desavença

    Oxum, Iansã e Obá eram esposas de Xangô. Muitos dizem que Oxum enganou Obá e a induziu a cortar a orelha e colocá-la no amalá de Xangô, criando, com isso, uma grande desavença entre ambas. Mas, na verdade, Obá apenas cortou sua orelha para provar seu amor a Xangô. Muitos difundiram este mito porque Oxum é a deusa da beleza e da juventude, ao passo que Obá tem mais idade e protege as mulheres dignas, idosas e necessitadas, além de trabalhar com Nanã. Quem afirmar que há uma desavença entre Oxum e Obá e que esta é a menos amada por Xangô está totalmente enganado, porque Obá é aquela mulher que fica ao lado do marido e que mais recebe o amor dele. Quanto ao fato de algumas qualidades lutarem entre si, não é por causa da "desavença", que nem é verdadeira, e sim porque as qualidades fazem uma representação de conflitos e guerras do tempo em que tais qualidades estavam na Terra. Do mesmo jeito que, se houver uma qualidade de Iansã que, quando viveu na Terra, teve uma guerra com Ogum, quando ambos incorporarem, representarão uma luta entre si, para mostrar que possuiam certa desavença, e um pouco da história do mundo. Vale lembrar que estamos falando dos ORIXÁS Obá e Oxum, e não de suas qualidades (caminhos). Os orixás tiveram uma história aqui na Terra, e as qualidades, outra. Então, se Iansã tiver um conflito com Ogum, não podemos dizer que a Iansã (ORIXÁ) tem conflito com o Ogum (ORIXÁ), porque quem tem a desavença são suas qualidades, e não os orixás entre si.


    Brasil

    Oxum - escultura de Carybé emmadeira (Museu Afro-Brasileiro,Salvador (Bahia), Brasil.

    Oxum é um Orixá feminino da nação Ijexá, adotada e cultuada em todas as religiões afro-brasileiras. É o Orixá das águas doces dos rios ecachoeiras, da riqueza, do amor, da prosperidade e da beleza. Em Oxum, os fiéis buscam auxílio para a solução de problemas no amor, uma vez que ela é a responsável pelas uniões, e também na vida financeira, a que se deve sua denominação de "Senhora do Ouro", que outrora era do Cobre, por ser o metal mais valioso da época.

    Na natureza, o culto a Oxum costuma ser realizado nos rios e nas cachoeiras e, mais raramente, próximo às fontes de águas minerais. Oxum é símbolo da sensibilidade e muitas vezes derrama lágrimas ao incorporar em alguém, característica que se transfere a seus filhos, identificados por chorões.

    • Candomblé Bantu - a Nkisi Ndandalunda, Senhora da fertilidade e da Lua, muito confundida com Hongolo e Kisimbi, tem semelhanças comOxum.
    • Candomblé Ketu - Divindade das águas doces, Oxum é a padroeira da gestação e da fecundidade, recebendo as preces das mulheres que desejam ter filhos e protegendo-as durante a gravidez. Protege, também, as crianças pequenas até que comecem a falar, sendo carinhosamente chamada de Mamãe por seus devotos.


    Arquétipo

    Seus filhos e filhas são doces, sentimentais, agem mais com o coração do que com a razão e são muito chorões (nem todos os filhos). Também são extremamente vaidosos e conquistadores, adoram o luxo, a vida social, além de sempre estarem namorando.


    Qualidades de Oxum

    • Kare - veste azul e dourado, cor do ouro. Usa um abebé e um ofá dourados.
    • Iyepòndàá ou Ipondá - é a mãe de Logunedé, orixá menino que compartilha dos seus axés. Ambos dançam ao som do ritmo ijexá, toque que recebe o nome de sua região de origem. Usa um abebé (espelho de metal) nas mãos, uma alfange (adaga)[1], por ser guerreira, e um ofá (arco e flecha) dourado, por sua ligação com Oxóssi. É uma das mais jovens.
    • Yeyeòkè
    • Iya Ominíbú
    • Ajagura
    • Ijímú
    • Ipetú
    • Èwuji
    • Abòtò
    • Ibola
    • Oparà ou Apará - qualidade de Oxum, em que usa um abebé e um alfange (adaga) ou espada. Caminha com Oya Onira, com quem muitas vezes é confundida. Diferente das outras Oxuns por ter enredo com muitos Orixás, vem acompanhada de Oyá e Ogum.

    Sete folhas mais usadas para Oxum

    • Efirin
    • Eré tuntún
    • Macassá
    • Teté
    • Ejá Omodé
    • Wuê mimolé
    • Ewê boyí funfun


    Sincretismo

    Oxum.
    Oxum.

    Nas religiões afro-brasileiras é sincretizada com diversas Nossas Senhoras. Na Bahia, ela é tida como Nossa Senhora das Candeias ou Nossa Senhora dos Prazeres. No Sul do Brasil, é muitas vezes sincretizada com Nossa Senhora da Conceição, enquanto no Centro-Oeste e Sudeste é associada ora à denominação de Nossa Senhora, ora com Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

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